Entre outras missivas, favoráveis ou não quanto à manutenção de trilhos ferroviários no coração da nossa cidade, parto agora para outra questão: a mobilidade urbana. Tal condiz, uma vez que a nossa cidade está entupida de veículos, sejam ônibus, motos, caminhões, automóveis (muitos com conduta individualista), com a agravante que o limite suportável está no meio, senão no fim. Remover os trilhos e deslocar para outro lugar para construir avenidas é apenas uma medida paliativa, pois neste país rodoviarista, de pneus, é um luxo retirar os trilhos do centro(através da especulação imobiliária) e empobrecer a nobre função da ferrovia como meio de mobilidade urbana (espertalhões dos políticos). Voltando ao título, diria, assim, um metrô de superfície leve, com paradas apropriadas e interligadas com os ônibus.
Temos as linhas da NOB e da CPEF para isso, com a devida remodelação e segregada em relação aos trens cargueiros. Bauru/SP teve trem suburbano, através da finada Fepasa (estatal, terreno fértil para políticos), que circulou em 1989, e logo extinguiu, pois era apenas efêmero fruto eleitoreiro.
Ricardo Frontera -professor