Bairros

UPA do Mary Dota tem 1º dia ?tímido?

Por Mariana Cerigatto | Com Redação
| Tempo de leitura: 5 min

A Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) da região do Mary Dota abriu ontem suas portas ao público com movimento "tímido" de pacientes. Logo nas primeiras horas da manhã, o cenário era de tranquilidade, muito longe do típico caos de pronto-socorro. Até as 16h30, a unidade - que atende 24 horas - havia registrado a passagem de 109 pessoas pelo local.

O ameno movimento acabou agradando os pacientes que procuraram a unidade: sem demora para serem chamados e sem filas.

A média de tempo para ser atendido ontem foi de dez minutos e surpreendeu os pacientes. "Fui logo chamada. Eu acredito que o atendimento será bem melhor, irá desafogar as outras unidades", disse Cláudia Leal da Costa, de 57 anos, que buscou a UPA por causa de uma crise asmática. Celso Rodrigues, de 47 anos, também não demorou para ser atendido. "Espero que continue assim", comentou.

De acordo com informações da enfermeira responsável Jullyane Prieto, entre 7h e 10h30 de ontem 25 registros de atendimento foram contabilizados, sendo três de emergência. A unidade contava, pela manhã, com dois médicos clínicos gerais.

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O procedimento de atendimento segue o padrão de outras entidades. "Primeiro fazemos ficha com o paciente. Após isso ele passa pela triagem e, posteriormente, é encaminhado para os consultórios ou sala de emergência", explica a chefe de enfermagem.

"Estamos prontos para receber qualquer tipo de paciente. Todos os equipamentos estão funcionando plenamente e o movimento, por enquanto, está bem tranquilo. Estamos conseguindo atender as pessoas dentro de poucos minutos", salientou.

Durante solenidade de inauguração da UPA Mary Dota na última sexta-feira, o secretário municipal de Saúde, Fernando Monti, explicou que a nova unidade é um marco importante na reformulação que está sendo feita pela atual gestão no sistema de saúde de Bauru.

Na avaliação dele, a rede de UPAs é um marco importante, mas não é o todo do projeto. Reafirmou que também está em andamento um investimento pesado na rede de atenção básica, e que os setores de urgência e emergência foram apenas o início do processo.

A UPA Mary Dota é a primeira das quatro unidades em construção pela atual gestão. As Unidades de Pronto-Atendimento estão sendo instaladas de forma estratégica em regiões diferentes da cidade. Além desta que foi inaugurada ontem, as demais estão localizadas no Jardim Bela Vista, Geisel/Redentor e Vila Ipiranga.

Segundo a prefeitura, o processo é o início da implantação dos Complexos Regionais de Saúde, que contarão, além da própria UPA, com unidade do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), de Assistência Farmacêutica e, no futuro, Unidade de Atendimento Domiciliar e Núcleos de Apoio à Saúde da Família.

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Alívio no PS Central?


A expectativa, com mais uma unidade de serviço de saúde funcionando, é que o Pronto-Socorro Central (PSC) consiga aliviar as filas. O médico clínico geral Paulo Carlotto, que atendia ontem pela manhã na UPA do Mary Dota, espera que a unidade ajude a "desafogar" o PSC.

Ele frisa que a enorme quantidade de pessoas que passam pelo PS Central já diminuiu devido ao restabelecimento do serviço do PS Bela Vista, unidade que abrange alta demanda de atendimento.

"Em março deste ano, o PS Central estava atendendo 14 mil pessoas por mês. Já em abril, quando o trabalho no Bela Vista foi reiniciado, a unidade central registrou certa queda, totalizando em torno de 13 mil atendidos. Em maio a situação surpreendeu. O (PS) Central quantificou 9.500 atendimentos mensais e o Bela Vista chegou a receber 8.500", informa Carlotto.

Mas o médico admite que ainda existe certa dificuldade inicial para cobrir escalas das equipes de profissionais que atuam nas unidades de saúde. "Há médicos que ainda vão assumir cargo após concurso. A partir do momento em que eles entrarem, pelo menos no Mary Dota vamos conseguir garantir a escala completa", assinalou.

Apesar da inauguração da UPA do Mary Dota ontem, o movimento foi pequeno no primeiro dia de funcionamento. Talvez por isso a demanda no PS Central se manteve: quem aguardava no local nesta segunda-feira afirmou não ter sentido diferença no tempo de espera.

A auxiliar de limpeza Maria Rosa Leme Pinto, 43 anos, e seu esposo, o porteiro Ariovaldo Jorge Pinto, 46, aguardavam ser chamados por mais de uma hora no PSC quando falaram com a reportagem, na manhã de ontem.

"Eu sempre busco atendimento aqui e não senti diferença hoje (ontem). O movimento é igual aos outros dias, mesmo com uma nova UPA em funcionamento", apontou Maria Rosa.

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Nova unidade tem capacidade para atender 300 pessoas ao dia


O projeto da UPA Mary Dota, de autoria da Secretaria Municipal de Planejamento, considerou o aproveitamento do prédio já existente, onde funcionava a Unidade Básica de Saúde do bairro.

O prédio recebeu reformas e ampliações que, somadas à área já construída, passou de 531,83 m2 para 1.000 m2, numa área total de 1.692 m2. O valor total da obra foi de R$ 1.836,383,80.

A UPA Mary Dota tem capacidade total para atender aproximadamente 300 pessoas por dia. Conta com 11 leitos, uma equipe de 84 funcionários dos setores de atendimento, enfermagem, assistência social, radiologia, administrativo, serviços gerais e nutrição, que se revezarão entre os turnos que somarão 24 horas - sendo dois médicos clínicos gerais a cada turno de 12 horas.

As UPAs deverão funcionar em regime de atendimento 24 horas, com dependências e equipamentos adequados para atendimentos de urgência e emergência. Todas as Unidades de Pronto-Atendimento terão tecnologia diagnóstica mais avançada, como equipamentos de Raio X.

Em princípio, a UPA Mary Dota atenderá a usuários com idade acima de 12 anos e as crianças menores deverão continuar a ser encaminhadas ao Pronto-Atendimento Infantil (PAI), na rua Rubens Arruda, quadra 7. De acordo com a Secretaria de saúde, futuramente o atendimento infantil deverá integrar os serviços da unidade do bairro.

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