São Paulo - A Polícia Militar intensificou, desde ontem, o patrulhamento nas marginais Tietê e Pinheiros, em São Paulo, para tentar conter a onda de arrastões nas duas vias. Segundo a Polícia Militar, o patrulhamento será feito em 54 pontos - 37 na marginal Tietê e 17 na Pinheiros. Alguns desses pontos terão patrulhamento 24 horas por dia e outros serão rotativos - com policiamento específico durante 12 horas.
O policiamento nos 54 pontos será realizado com viaturas e motos da Rondas Ostensivas com Apoio de Motocicletas (Rocam). Em junho, mês em que diversos motoristas foram vítimas de arrastões na marginal Pinheiros, um helicóptero Águia da PM já havia sido deslocado para sobrevoar a região. No dia 13 de junho, ao menos sete pessoas foram vítimas de um arrastão na marginal Pinheiros, próximo à ponte Engenheiro Ary Torres (zona sul).
Os ladrões se aproveitaram do congestionamento, por volta das 19h, usaram pedras para quebrar os vidros dos carros em que motoristas estavam sozinhos e roubaram bolsas, dinheiro, cartões bancários e telefones celulares. O estreitamento das pistas e a má iluminação em algumas pontes, como a Morumbi, a João Dias e a Engenheiro Ary Torres, são alguns dos motivos que facilitam ocorrências desse tipo.
No dia 16 de junho, policiais militares chegaram a prender um segurança particular de 23 anos que, segundo a polícia, é suspeito de ser o chefe da quadrilha que realizou um arrastão na marginal Pinheiros.
Jornalista
Na noite da última quinta-feira, porém, a jornalista Joanna de Assis, do canal SporTV, teve seu carro atingido por uma pedra em uma tentativa de assalto na mesma marginal Pinheiros. A jornalista falou sobre o assunto no telejornal "SPTV", da TV Globo, informando inclusive que a PM não apareceu no local para atender à ocorrência, apesar de ter sido chamada. De acordo com o "Jornal da Tarde", após a reportagem Joanna recebeu uma ligação de um porta-voz da PM pedindo desculpas pela falha no atendimento.
A polícia afirma que as ocorrências, comuns desde o ano passado, se intensificaram neste ano. O número de ocorrências é subdimensionado porque parte das vítimas não registra boletim.