Tribuna do Leitor

Livres para matar e roubar


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Os chamados orgãos competentes do governo, onde se incluem os ministérios, secretarias e similares, movimentam a vontade as verbas destinadas à grande farra com o dinheiro público em todo o Brasil. Foram liberadas verbas para o programa Brasil Alfabetizado, que alfabetizou muito pouca gente desde 2003, segundo a Pnad, do IBGE. Oportunistas de todas as tendências movimentaram verbas destinadas à melhoria da saúde pública, mas nada fizeram de real. Grande parte das despesas com obras e aparelhos hospitalares de todos os tipos aparecem como despesas muito bem contabilizadas, mas que na prática nunca sairam dos livros contábeis. Ou quando algum aparelho foi realmente comprado com superfaturamento e foi enviado para o hospital, ele fica encaixotado durante anos, sem nenhuma serventia. Na educação pública acontece a mesma coisa. As verbas são contabilizadas na compra de coisas que nunca chegaram nas escolas.

Todo mundo conhece o golpe do asfalto. Mais da metade das ruas e estradas que estão citadas como asfaltadas nas secretarias de obras espalhadas por todo o Brasil não passa de mais um golpe de mestre nos cofres públicos, pois na realidade continuam sendo ruas esburacadas e enlameadas. Saneamento básico a mesma coisa. As verbas somente fo-ram canalizadas para as contas bancárias dos funcionários dos governos e políticos que são peritos em bombear o dinheiro dos cofres públicos. Este dinheiro que está ali nos cofres públicos nada mais é do que os mais de quarenta por cento que pagamos de impostos e são roubados com a mesma facilidade com que andam roubando caixas eletrônicos. Os bêbados nascidos em berço esplendido conduzem seus carros pelas ruas urbanas e estradas do Brasil a mais de 120 km por hora, batem em outros carros, sobem pelas calçadas, matam a vontade, são presos pela polícia, levados para as delegacias, onde se negam a fazer o teste do bafômetro, pagam a fiança, e minutos depois são soltos e saem sorrindo pela porta principal da delegacia. Com os ladrões de colarinho branco que roubam o dinheiro público também acontece a mesma impunidade. Os que matam, não devolvem a vida. Os que roubam, não devolvem o dinheiro. Isto aqui é a Casa da Mãe da Joana, paraíso de assassinos e ladrões.


Wilson Gordon Parker

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