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Alta terá pouco impacto nas operações, aponta Anefac

Folhapress
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São Paulo - A decisão terá pouco impacto nos juros das operações de crédito para consumidores e empresas, aponta a Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). De acordo com as simulações, a taxa média das operações para os consumidores, atualmente em 6,80% ao mês, deve subir apenas 0,02 p.p. (para 6,82%) com o aumento de 0,25 p.p.

Entre as taxas para as pessoas físicas, os juros do cartão de crédito devem subir de 10,69% ao mês para 10,71%. Assim, a utilização do rotativo sobre o valor de R$ 1.000,00 por 30 dias deve passar a custar R$ 107,10 de juros - ante R$ 106,90 anteriormente. No caso dos juros para empresas, a taxa média deve subir de 3,96% para 3,98% ao mês.

A taxa de juros é o instrumento utilizado pelo Banco Central (BC) para manter a inflação sob controle ou para estimular a economia. Se os juros caem muito, a população tem maior acesso ao crédito e consome mais. Este aumento da demanda pode pressionar os preços caso a indústria não esteja preparada para atender um consumo maior.

Por outro lado, se os juros sobem, a autoridade monetária inibe consumo e investimento - que ficam mais custosos -, a economia desacelera e evita-se que os preços subam - ou seja, que ocorra inflação. Com a redução da Selic, o BC também diminui a atratividade das aplicações em títulos da dívida pública.

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