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Para maioria dos brasileiros raça influencia vida das pessoas

Folhapress
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Rio -Estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) realizado em seis Estados - Amazonas, Paraíba, São Paulo, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Distrito Federal- mostra que, para 64% dos entrevistados, a cor ou raça tem influência na vida das pessoas.

O ambiente em que esta variável tem mais influências, de acordo com os entrevistados, é o trabalho (71%), seguido das relações com a Justiça ou polícia (68%). O estudo mostra também que, na hora de definir sua própria cor ou raça, os entrevistados levam em conta principalmente a cor da pele (74% de citações), seguida da origem familiar (62%), e dos traços físicos (54%).

O estudo, de 2008, foi realizado em apenas seis Estados porque não se trata de uma pesquisa com o objetivo de abranger toda a população. A publicação tem como objetivo embasar as discussões do IBGE e da sociedade sobre a necessidade ou não de alterar os critérios de classificação racial nas pesquisas do instituto.

Em vez de preto, negro. Em vez de pardo, moreno. É assim que muitos brasileiros, quando definem sua cor ou raça de forma espontânea, preferem ser identificados.

Quando tradicionalmente investiga cor ou raça, o IBGE oferece aos entrevistados apenas cinco opções: preto, branco, pardo, amarelo ou indígena. No estudo divulgado ontem, o instituto fez a mesma pergunta, mas permitindo qualquer resposta. O resultado mostrou que o termo moreno ou moreno claro era usado por 22% das pessoas para se autodefinir. A classificação parda, que consta de levantamentos oficiais, foi lembrada por 14%. A identificação como negro, que não está nas opções do instituto, foi usada por 8% dos entrevistados, enquanto só 1,4% se declarou preto.

O presidente do IBGE, Eduardo Pereira Nunes, disse que o instituto ainda pretende fazer outros estudos e consultas a especialistas antes de definir mudanças. Ele afirma que a tendência é que as categorias usadas atualmente sejam mantidas.

Lilia Schwarcz, historiadora autora de vários estudos sobre cor ou raça, lembra que a preferência espontânea por moreno vem sendo detectada desde 1976.

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