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Sequestradora de bebê se entrega


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Rio - Uma recém-nascida foi sequestrada no fim da tarde de sexta-feira no hospital particular São José dos Lírios, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. A menina Ayanna Milla foi tirada dos braços da mãe, a auxiliar administrativa Eliza da Silva Barbosa, de 27 anos.

Uma mulher se passando por médica, entrou no quarto, disse que a criança precisava fazer exames e levou o bebê, nascido por volta de 0h de sexta. A mulher foi flagrada pelo circuito interno de segurança do hospital.

No final da tarde de ontem, a sequestradora, identificada como Tamit Cardoso Peixoto, 27 anos, se entregou à polícia, com a criança, em um município da região serrana, distante cerca de 150 km do local do crime. Disse que já tinha dois filhos homens e queria uma menina.

Os pais do bebê reconheceram a falsa médica nas imagens gravadas pelas câmeras do hospital. Ela aparece entrando no banheiro com duas bolsas, uma delas grande, e o bebê no colo. Ao sair, a criança não aparece mais. A suspeita é de que o bebê estivesse em uma das bolsas.

Toda a ação da sequestradora levou 14 minutos. Após apresentar uma carteira falsa do Conselho Regional de Medicina na recepção, por volta das 17h, ela subiu ao terceiro andar, cumprimentou enfermeiras e entrou no quarto de Eliza.

O diretor do hospital, Sérgio Moutinho, chamou a polícia cerca de uma hora depois. "A própria mãe deu a criança, não temos acesso a isso. Ela saiu com o bebê dentro da bolsa, não revistamos as pessoas quando saem. São cerca de mil pessoas entrando e saindo todos os dias", disse. O hospital informou que vai reforçar a segurança.

A sequestradora tentou o golpe em pelo menos outros dois hospitais da cidade. No Pronto Socorro de São Gonçalo, foi barrada na entrada por não ser funcionária da unidade. Na segunda tentativa, na Clínica São Gonçalo, a suspeita conseguiu entrar, mas não teve sucesso. A tia de uma recém-nascida desconfiou da ação dela, que dizia ser enfermeira.

Testemunhas e funcionários dos hospitais foram ouvidos ontem na 72ª Delegacia de Polícia de São Gonçalo, que investiga o caso. O delegado Geraldo Assed disse que está trabalhando com a hipótese de adoção clandestina.

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