São Paulo - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, evitou falar ontem sobre a utilização de recursos do governo do Estado na construção do estádio do Corinthians. Durante vista às obras de ampliação da linha 5-Lilás do Metrô, Alckmin foi econômico nas palavras e indicou que o tema deverá voltar a discussões somente em outubro, mês no qual a Fifa deverá divulgar qual será a sede de abertura da Copa de 2014.
São Paulo é apontado como favorita para sediar a primeira partida do mundial. Alckmin reiterou que os recursos estaduais não serão destinados ao Corinthians. Segundo ele, o investimento de R$ 70 milhões do governo paulista no projeto seria restrito ao aluguel da estrutura móvel que servirá de arquibancada nos jogos da competição.
Como o projeto do estádio prevê capacidade para receber 48 mil pessoas, e a exigência da Fifa é de que o estádio da abertura tenha no mínimo 65 mil lugares, essa estrutura teria capacidade para outras 17 mil pessoas. O aluguel da arquibancada poderia ser financiado por parceiros, indicou Alckmin. Com o aporte estadual, o custo da obra subiria para R$ 890 milhões, financiados pela Prefeitura de São Paulo (R$ 420 milhões), pelo BNDES (R$ 400 milhões) e pelo governo paulista (R$ 70 milhões).
Na expectativa do anúncio da Fifa sobre a abertura da Copa do Mundo, o governo paulista prioriza o avanço das obras para atender os torcedores que devem frequentar o Fielzão, apelido do futuro estádio, durante a competição.