O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu que os americanos pressionem seus congressistas a "colocarem a política de lado" e a se comprometerem com um plano "equilibrado" de redução do déficit e aumento do limite de endividamento do país, em um momento em que o impasse se aproxima de uma data crítica.
Em discurso televisionado ao vivo na noite de ontem (25), Obama criticou o "circo partidário" em Washington, culpou "parte dos republicanos" pelo impasse envolvendo o teto da dívida do país e alertou que a ausência de solução para o problema causará aumento nas taxas de juros e mais desemprego.
O presidente apoia um plano que, para conter o deficit dos EUA, inclui cortes de gastos e fim de isenções de impostos para a parcela mais rica (2%) da população. Já os republicanos rejeitam a elevação de impostos e defendem cortes em programas sociais defendidos pelos democratas.
O impasse está impedindo que o Congresso vote o aumento no teto da dívida do país, que já chegou em seu limite, de US$ 14,3 trilhões (cerca de R$ 22,2 trilhões). Esse limite deverá ser ultrapassado em 2 de agosto, a partir de quando, portanto, os EUA não teriam mais como cumprir com seus compromissos financeiros, arriscando uma moratória.