Tribuna do Leitor

"POR FAVOR, ME PERDOEM..."


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Sincera e fervorosamente cumprimento o senhor Diogo Lamonica pela tocante carta publicada na edição do JC de segunda-feira, sob o título acima em que relata com muita propriedade e inspiração o "último suspiro de uma árvore". Não ouvi o seu último suspiro, mas vi de relance a sua gradual morte que aconteceu na radiosa, alegre e ensolarada manhã do último domingo quando por ali passei com meu veículo. Não ouvi o seus suspiros de súplica, mas o horrendo som da motoserra, fato que me levou a comentar com minha esposa sobre o ser vivo que estava em agonia de morte. Agora e ainda não sei por quanto tempo seu corpo jaz em frente ao quadrante de terra que, por dezenas de anos, foi o seu lar. Hoje em dia, felizmente, foi des-fraldada a bandeira contra os maus tratos aos animais, esses indefesos amigos do homem, outrossim, outra deverá ser levantada contra os maus tratos às árvores, pois sob as mais variadas, porém não convincentes justificativas, são cortadas, podadas, decepadas, mutiladas e aleijadas.

Meu caro articulista, quando será que o ho-mem reconhecerá que a árvore também é um ser vivo que, não podendo lamentar-se, suspirar ou reclamar, tem que ser respeitada e amada como amamos os animais e os nossos semelhantes?

Joaquim Eliseo Mendes - professor

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