Bairros

BB amplia crédito para cana e bovinocultura

Neto del Hoyo
| Tempo de leitura: 3 min

Novo encontro ontem com funcionários e clientes do Banco do Brasil (BB) em Bauru marcou a explanação das novas regras e mudanças dos investimentos do produtor rural tendo em vista o Plano Safra 2011/2012 do governo federal. As novidades trazidas pelo projeto "Caravana do Agronegócio 2011" já haviam sido apresentadas em evento organizado no início do mês e fazem parte de um processo de divulgação das alternativas para o setor.

"Destacamos a alteração nos limites máximos de empréstimos e também nos prazos. O Plano Safra apresenta duas linhas de créditos com taxa de juros fixa de 6,75% ao ano e beneficia as produções de cana-de-açúcar e também o mercado de bovinocultura, dois setores em crescimento no País", esclarece o superintendente estadual em Bauru, Gerôncio Paes de Luna Filho.

No que diz respeito à formação e renovação de lavouras, o valor estipulado pelo BB dá um salto de R$ 800 mil em relação ao crédito liberado anteriormente, chegando a R$ 1 milhão. Também partindo de R$ 200 mil anteriores, para a formação pecuária de bovinocultura o salto foi para R$ 550 mil, chegando hoje, portanto, a R$ 750 mil.

Outros valores alterados foram os de financiamento de custeio de investimentos, que passou de R$ 275 mil para R$ 650 mil. "Apresentamos os dados do ponto de vista mundial, nacional e estadual para nossos gerentes e clientes a fim de mostrar as alternativas. Para se ter uma ideia, no primeiro semestre desse ano desembolsamos 25% a mais do que no mesmo período do ano passado. Temos uma previsão de negociar em torno de 1 bilhão e 400 milhões de reais no 2º semestre", comenta o gerente de mercado do BB Felício Leovan Stéfani.

As recentes alternativas para o produtor seguem o novo panorama que se desenha para o setor agrícola do Brasil. "A produção de alimentos no mundo crescerá 14,6% entre 2010 a 2019, o equivalente a 243 milhões de toneladas. Essa crescente demanda mundial por alimentos induzirá aumento da produção, e a necessidade de matéria-prima para biocombustíveis. No Brasil temos, além de condições favoráveis de temperatura e relevo, disponibilidade de área agricultável, sem desmatamento", explica Luna Filho.

O superintendente ainda destaca o aumento da produção baseado em investimentos em tecnologia. "Novas tecnologias só beneficiam o setor. O produtor tem que saber dessas novas alternativas para poder ter confiança na hora de buscar o crédito", diz.

No encontro de ontem foram apresentados números que fortalecem a proposta do BB. Segundo dados do banco, o agronegócio representa atualmente 26,5% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. "O Brasil tem potencial no agronegócio. E recursos não faltam para melhor explorá-lo", conclui Luna Filho.


Freando a oscilação


As alternativas de crédito apresentadas pelo BB em decorrência do Plano Safra 2011/2012 lançado pela presidente Dilma Rousseff são necessárias para manter estável o mercado agrícola. O engenheiro agrônomo Luiz Alberto Coradi explica que as facilidades nos financiamentos são ferramentas do governo que visam frear a oscilação nos preços.

"Como exemplo temos as alternativas propostas para auxiliar na lavoura de cana-de-açúcar. Isso deve-se à crise do álcool. Estamos em plena safra de cana e o preço do etanol está subindo. Essas medidas do governo contribuem para o incentivo da renovação de lavouras velhas e a criação de novas. São medidas que tentam reequilibrar o mercado", explica Coradi.

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Pequeno agricultor


Dados oficiais do Banco do Brasil apontam considerável superioridade no número de clientes reconhecidos como agricultores familiares. Dos quase 1,5 milhão de clientes, 1,2 milhão são beneficiados pelo Programa Nacional de Agricultura Familiar (Pronaf), enquanto 241 mil são considerados médios e grandes produtores. "Temos uma superioridade no número de clientes, mas o montante de investimentos é menor neste setor", explica o superintendente Gerôncio Luna Filho.

No caso de pequenos produtores, o BB estima a liberação de R$ 130 mil por CPF para investimentos e benfeitorias, como compra de tratores e máquinas, compra de animais e criação de sistemas de irrigação. O prazo para financiamento é de até dez anos, com juros de no máximo 2% ao ano.

"Hoje o Banco do Brasil possui 61,1% de participação no mercado de crédito no Agronegócios do País", finaliza.

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