Curitiba - Doze anos após o crime, começa hoje o julgamento de Jair Fermino Borracha, acusado de matar o sem-terra Eduardo Anghinoni. O agricultor foi alvejado num assentamento no noroeste do Paraná, em 1999.
Segundo os sem-terra, Anghinoni foi morto no lugar do irmão, Celso Anghinoni, um dos principais líderes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no Estado.
Na época do crime, o réu era contratado de uma empresa de segurança que, segundo o MST, trabalhava para ruralistas da região.
Uma perícia indicou que a bala que atingiu Anghinoni partiu da arma do acusado. Borracha nega participação no crime.
O inquérito policial, por sua vez, foi inconclusivo sobre quem foi o mandante do assassinato. "Infelizmente, até hoje, absolutamente ninguém foi responsabilizado pelos crimes praticados por milícias contra sem-terra no Paraná", diz o advogado Fernando Prioste, que atua como assistente de acusação no processo.