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Pedágio por km rodado começa neste ano nas rodovias paulistas

Folhapress
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São Paulo - O governo deve começar a cobrar tarifas por km rodado em rodovias paulistas a partir de novembro ou dezembro. Um projeto-piloto testará o sistema com alguns motoristas. A meta é ampliar o serviço para todas as estradas pedagiadas dois anos depois.

Pórticos instalados a cada cinco ou dez quilômetros mapearão o trecho percorrido por cada carro. Os veículos terão dispositivos de identificação.

Hoje, a cobrança é única. Os motoristas pagam o mesmo valor de pedágio, independentemente do trecho que utilizam das estradas.

A vantagem é a cobrança proporcional. Quem usa a estrada, ainda que em um trecho pequeno, terá que pagar. A tendência é que, com mais pagadores, a tarifa fique menor. Um estudo das concessionárias de rodovias afirma que, na via Dutra, o modelo reduziria o pedágio à metade.

Estão no alvo do governo estradas como Anchieta-Imigrantes, Bandeirantes, Rodoanel e Ayrton Senna.

O plano é difundir o sistema via distribuição gratuita de etiquetas eletrônicas. Hoje, 50% dos motoristas usam o único sistema eletrônico existente, o Sem Parar, cuja adesão custa R$ 66,72.

O governo diz que, com 80% de adesão, o pedágio por km rodado se viabilizaria.

Simular a operação é uma forma de o governo medir a aceitação pública do sistema. Os testes serão em três trechos de rodovias ainda não definidas: dois na região de Campinas e Indaiatuba e outro, provavelmente, na região de Araçatuba, por seis meses.

Os motoristas serão instados a aderir. A intenção é buscar os que só utilizam hoje um trecho da estrada e fogem da tarifa cheia do pedágio - que em Indaiatuba, por exemplo, custa R$ 10,10.

A adoção do sistema em larga escala tem obstáculos. O primeiro é que o modelo exige o fim das praças. Seria preciso, por exemplo, definir solução para quem preferisse pagar em dinheiro; evitar a inadimplência é outra preocupação.

A Artesp (agência estadual reguladora dos transportes) diz que o fim dos pedágios ocorrerá a "médio prazo". Um temor é que uma rejeição do usuário coloque o projeto em risco.

De acordo com a Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias, os dois sistemas (pórticos e pedágios) não sobrevivem juntos.

O segundo desafio para aplicação é colocar dispositivos para leitura eletrônica em toda a frota. O projeto é tocado pelo governo federal - está fora, portanto, da autonomia do Estado. O início está previsto para 2012.

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