Hoje não resisti! Fui ver in loco e prestar minha homenagem a mais uma heroína desta cidade. Fotografei o que resta da Sibipiruna (uma pena não ter uma foto dela viva e imponente). Sim, heroína, porque isso é o que são as árvores de Bauru. O que se vê é desolador e nada de verdadeiramente positivo é feito pela Administração (?), na figura da Sema. E os vereadores, que pelo visto não dão valor ao patrimônio natural da cidade. Não acontece nada aos predadores, nem se percebe a recomposição dos espécimens destruídos.
Ah, e nem satisfação aos pagadores de impostos da Terra Branca (daqui a pouco Terra Árida...). Tempos atrás me dirigi à mesma sobre a derrubada de um Pequiseiro (carregado de frutos) na Bernardino de Campos, árvore em extinção no Cerrado. Caiu para dar um lugar ao sol aos veículos de um negócio. Até hoje nem se dignaram a dar uma resposta, o munícipe não fica sabendo de nada. Quando a imprensa se manifesta sobre a problemática delicada da arborização urbana na cidade, lá vem a Semma com a mesma conversa de sempre. Habite-se, só com arvore plantada (háháhá). Corte? Tem que repor (o quê?). Temos agora na mesma Bernardino de Campos, duas quadras da Emei Pezzato, um Oiti assassinado, seu tronco foi anelado e está lá morrendo aos poucos, metade seco metade lutando com suas folhas ainda verdes, para sobreviver.
Assim caminha Bauru... E ainda falam em fazer um censo da arborização, faz-me rir! Nem uma placa de madeira e pintada à mão conseguem fazer para identificar as pouco mais de 190 (é isso?) árvores tombadas, quanto mais um censo que deman da conhecimento das espécies, e muitos outros dados essenciais. Parabéns às palavras de Diogo Lamônica, nesta seção, dia 25/7, e a Joaquim Eliseo Mendes, em 26/7. Assino embaixo.
Julio F. de Almeida