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Contra badaladas, morador vira inimigo n.º 1 em cidade

Folhapress
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Nova Petrópolis - Um sino de uma igreja luterana transformou o técnico em manutenção hospitalar Walter Ricardo Freese, 46 anos, em "persona non grata" na cidade onde mora, Nova Petrópolis, na serra gaúcha.

O motivo: incomodado com o barulho, ele conseguiu na Justiça que o instrumento não fosse mais tocado de manhã cedo, como mandava a tradição. A ação revoltou moradores, e a Câmara Municipal aprovou, por unanimidade, moção de repúdio a Freese.

Um dos motivos alegados é que ele tomou a medida, apesar de "residir há pouco tempo na cidade". Após audiência de conciliação na Justiça, ficou decidida uma redução por duas semanas dos toques, mas a tradição já foi retomada. Freese diz que é vítima de preconceito por parte da comunidade de descendentes alemães. "Parece que estão fazendo um favor em me deixar morar na cidade deles." Vindo de Porto Alegre, ele mora na cidade desde o fim de 2010.

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