Rural

Citricultores de S. Carlos e Araraquara rateiam os custos com pulverização

Venceslau Borlina Filho
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Os citricultores da região de Araraquara e São Carlos, a de maior incidência do greening em São Paulo, estão formando "consórcios" para ratear os custos do combate à doença, que provoca perda da qualidade da fruta.

A região, segundo o último levantamento feito pelo Fundecitrus (Fundo de Defesa da Citricultura), em 2010, tem 61,7% dos talhões doentes do Estado. Em 2009, eram 33,1%.

O rateio acontece em todas as formas de aplicação dos inseticidas, mas, principalmente, na aérea, que é a mais eficiente e a mais cara: chega a até R$ 14 por hectare pulverizado individualmente.

Devido à grande quantidade de produtores, eles conseguem preços de até R$ 11. Em Ibitinga, o rateio é feito por um grupo de 38 citricultores. No total, a área pulverizada chega a 2.500 hectares, e, as contas, ao final, a R$ 27,5 mil.

Se não fosse a divisão, o custo da pulverização para a mesma área chegaria a R$ 35 mil, um valor considerado alto pelos produtores da região, que sofre com o avanço da doença e precisa adotar mais manejos para combatê-la.

A grande quantidade de citricultores também reduz o preço dos defensivos agrícolas adquiridos para a pulverização. O citricultor Alexandre de Moraes, 41, de Ibitinga, foi obrigado a extrair 649 plantas do pomar de 82 mil árvores em produção.

"Se não fosse o rateio, só com a pulverização aérea gastaria até R$ 3.300. Hoje, gasto uns R$ 2.600 com o avião. Somados os defensivos, os gastos totais chegam a R$ 44 por hectare, mas vamos reduzir para uns R$ 36."

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