A Noruega começa a sepultar na sexta-feira as primeiras das 76 vítimas do massacre da semana passada, em meio a sinais de um salto na popularidade do Partido Trabalhista, principal alvo do ataque.
Em todo o país, bandeiras foram hasteadas a meio mastro para marcar a primeira semana depois do ataque perpetrado por Anders Behring Breivik, um fanático antiislâmico de ultradireita, que detonou uma bomba no centro de Oslo e promoveu uma chacina armada em uma ilha próxima à capital.
Bano Rashid, 18 anos, que chegou em 1996 à Noruega, fugindo com a família do Iraque, será a primeira a vítima a ser enterrada, na igreja de Nesodden, perto de Oslo. A cerimônia combinará orações islâmicas e muçulmanas
Numa cerimônia mais discreta, Ismail Haji Ahmed, 19 anos, será enterrado perto de Hamar, ao norte de Oslo. Ahmed, que dançou este ano em um programa de calouros, era um dos três membros da sua família que estavam no acampamento trabalhista na ilha de Utoeya, segundo o parlamentar Thomas Breen.
"Perdemos uma das nossas mais lindas rosas", disse ele. Os dois outros familiares sobreviveram.