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Acusados de manter ?franquias? do tráfico vão ser julgados logo

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Agudos ? Tiveram início anteontem, no Fórum de Agudos (13 quilômetros de Bauru), as audiências de instrução para a coleta de depoimentos das 21 pessoas presas pela Polícia Civil, em fevereiro deste ano, por tráfico de drogas e associação para o tráfico.

A quadrilha, liderada por Anderson Alves de Paulo, o "Bambi", gerenciava "franquias" de ponto de venda de drogas no município e mantinha empresas de fachada para lavagem do dinheiro resultante do comércio ilegal de entorpecente.

O processo tramita em segredo de Justiça. Primeiramente, os advogados de defesa dos réus apresentaram ao juiz Adilson Aparecido Rodrigues Cruz as defesas preliminares. Na última quinta-feira, os réus foram interrogados. Ontem, foi a vez das testemunhas de acusação serem ouvidas. Na segunda-feira, quem presta depoimento são as testemunhas de defesa.

Na sequência, tanto a acusação ? no caso o Ministério Público (MP) ? quanto os advogados de defesa dos réus poderão requerer ao juiz a realização de diligências, ou seja, a inclusão no processo de laudos ou informações que, porventura, não estejam constando nos autos.

A partir de então, têm início as alegações finais por escrito, primeiramente por parte do MP e, posteriormente, por parte da defesa, seguidas do proferimento da sentença pelo juiz. A decisão poderá resultar na condenação dos acusados ou na sua absolvição.

Investigações


Conforme divulgado pelo Jornal da Cidade, em quatro meses de investigação, cinco integrantes do grupo foram presos. No dia 22 de fevereiro, a quadrilha levou um duro golpe. Munidos de mandados de busca e prisão temporária, policiais civis de Agudos, com apoio da Delegacia Seccional de Bauru, detiveram mais 16 envolvidos no esquema criminoso.

Segundo o que foi apurado, Anderson, preso na operação, comandava o tráfico de drogas no bairro Professor Simões. De uma residência no alto do bairro, ele tinha visão privilegiada de toda a movimentação no local. O esquema era mantido pelo "aluguel" de 12 "franquias" de venda de drogas a micro-traficantes.

Em troca do ponto, eles pagavam semanalmente ao chefe da quadrilha, segundo o delegado Jader Biazon, na época, entre R$ 2 e R$ 5 mil. A droga era distribuída no Jardim São Vicente, Vila Vienense, Parque Pampulha e Vila Professor Simões.

Para ocultar a atuação criminosa, Anderson mantinha uma empresa de grafiato na cidade. Com ele, foi apreendido um veículo avaliado em R$ 85 mil. Já Adenice Pereira de Souza Ferreira, uma das gerentes do grupo, era proprietária de uma loja de roupas.

Na operação, foram apreendidos nove carros, duas motocicletas, mais de 20 aparelhos celulares, documentos diversos, R$ 14.808,00 em dinheiro e US$ 55,00.

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