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Sanduíche vira trabalho de formiguinha

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

A previsão é vender 30 mil sanduíches bauru em três dias. Para dar conta de tamanha produção, só mesmo um exército. E é exatamente isso que parece o grupo de voluntários responsável pela montagem dos lanches vendidos durante o megaevento Viva Bauru, em comemoração aos 115 anos da cidade, no Parque Vitória Régia.

Um batalhão em volta de uma mesa de aproximadamente cinco metros de comprimento vai executando um trabalho que mais parece de formiguinha. Cada um faz um pouco até que o sanduíche sai pronto no outro extremo da mesa.

Em uma ponta é colocada uma pilha de pão. Começa aí um saboroso processo de manufatura do lanche. Com tocas, máscaras e luvas brancas, o exército começa cortando o pão ao meio e tirando o miolo de uma das partes.

Feito isso, o pão começa a ganhar recheio. O primeiro ingrediente a ser adicionado é o rosbife. Na sequência, é acrescentado tomate, pepino e orégano. O lanche é colocado em uma caixa grande de plástico e distribuído nas diversas barracas que compõem a praça de alimentação montada no Parque Vitória Régia para a Festa do Sanduíche Bauru.

Nas barracas, o pão é aquecido e acrescenta-se ao lanche o queijo derretido em banho maria. E está pronto o sanduíche. De acordo com Nilce Regina Capasso Canavesi, presidente do Lar Escola Santa Luzia, a previsão é de que 30 mil lanches sejam vendidos nestes três dias de festas. O auge do volume de venda, acredita ela, deverá ser na segunda-feira, dia do aniversário da cidade.

Hoje, a venda dos sanduíches será das 10h às 22h. Amanhã, das 10h às 20h. Cada lanche custa R$ 8,00, com direito a uma lata de refrigerante. Além dos voluntários do Lar Escola Santa Luzia, integram também o exército do sanduíche bauru, voluntários da entidade assistencial Esquadrão da Vida.

Como o volume de vendas deverá aumentar bastante hoje e amanhã, Nilce diz que qualquer ajuda voluntária será bem recebida. Segundo ela, quem tiver interesse em colaborar com o trabalho é só comparecer ao local.

O técnico de telefonia aposentado Cesário Augusto Fonseca Neto foi um dos que marcaram presença ontem. Ele levou os netos Bruno, 11 anos, e Julia Gabriele, 7 anos. Apesar de contente com a festa, ele disse que os netos, especialmente o menino, ficou desapontado ao saber que não haveria apresentação da Esquadrilha da Fumaça este ano.

Ele conta que levou o neto para assistir à apresentação em cidades da região, como Pederneiras, Iacanga e Lençóis Paulista. "Por ser a maior cidade da região, acho que Bauru também deveria trazê-los", sugere Cesário.

A dona de casa Adélia Santos deixou a praça de alimentação carregando duas sacolas plásticas com seis lanches e seis latas de refrigerante. Segundo ela, esse seria o almoço da família, composta por ela, o marido e uma filha. "São dois lanches para cada um. É o suficiente para matar a fome. Além disso, a gente ajuda as entidades sociais da cidade", alegou.

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