Regional

Empresas querem se integrar com a comunidade

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Participar da vida da comunidade onde está instalada cada uma das unidades. O conceito é da Ajinomoto do Brasil e vem sendo aplicado na filial de Pederneiras. Nas quatro unidades brasileiras, todas instaladas no Interior, o conceito nipônico é adotado. O japonês acha que não pode simplesmente estar instalado em uma comunidade, tem que participar dela.

"A participação da empresa junto aos pederneirenses acontece de várias formas, dentre elas, através de doações a entidades filantrópicas e visitação na fábrica focada em escolas e grupos organizados", enfatiza o coordenador administrativo do Departamento Legal e Pessoal, José Carlos Faguinha. De acordo com ele, outro conceito adotado pela fábrica é o respeito ao meio ambiente. "Somos bastante procurados para falar sobre a preservação do meio ambiente, um conceito que vem diretamente do Japão. Temos uma plantação de reserva legal de APP e mantemos muito verde na área que ocupamos. Temos gramado, árvores, flores e todo tipo de planta."

Para os estudantes, segundo o coordenador, é passada a idéia de preservação. "Orientamos para que eles não agridam o meio ambiente de forma alguma e que não joguem sujeira fora do local adequado. Todo material reciclável devem ser acondicionado de forma correta."

Para os estudantes do projeto, a empresa mostra todo o processo de fabricação do aminoácido conhecido comercialmente por lisina que é parte da ração animal. Através de um vídeo institucional, os alunos conhecem os produtos fabricados pela empresa, as unidades e a maneira como os trabalhadores são tratados e considerados. "Eu acredito que desta maneira incentivamos essas crianças ao trabalho. Um dia, eles poderão ser profissionais e vir trabalhar conosco. Quando o público é de universidade aprofundamos mais sobre o processo de produção."

Na Volvo, os alunos do projeto também conheceram a fábrica e se empolgaram com o processo de montagem dos tratores. A analista de recursos humanos da empresa, Ligia Gomes Lima, que acompanhou a visita, ficou surpresa com o interesse das crianças. "Elas ficaram interessadas em saber como é feita a montagem e um epidósio marcou a presença delas. Um aluno que é deficiente auditivo se entusiasmou com a possibilidade de trabalhar aqui, uma vez que temos vagas para deficientes."

Ela contou que a comunicação com o adolescente só foi possível porque ela usou a linguagem de sinais. "Comentei que temos funcionários que como ele são deficientes e ele queria saber como fazer para trabalhar aqui. Eu falei para ele estudar muito e depois tentar." Segundo o gerente de RH, João Álvaro Ruiz Filho a iniciativa da prefeitura está alinhada com as da empresa. Achamos importante porque sabemos do impacto, da visibilidade que a empresa tem para o município. É uma boa iniciativa que podemos contribuir."

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