Data de 1856 a chegada dos primeiros moradores da região de Bauru. Um dos pioneiros foi Felicíssimo Antonio de Souza Pereira e Antonio Teixeira do Espírito Santo, o primeiro no lugar denominado Água do Sobrado e o segundo nas cabeceiras do Córrego das Flores nas imediações da Rua Saint Martin. Em 2 de abril de 1887, pela Lei 69 criou-se a povoação do Espírito Santo da Fortaleza, sede e Município, com território foi desmembrado do Município de Lençóis.
A primeira doação para formar o povoado de Bauru foi feita por Antônio Teixeira do Espírito Santo em 1885 de uma área de 57ha e 25 ares ao Divino Espírito Santo e de São Sebastião de Bauru e a Segunda em 1893 por Veríssimo Antonio Pereira de 134ha e 80 a, tendo como pontos cardiais a Oeste do Ribeirão Bauru e a Leste o Córrego das Flores, e tendo como ponto limite 70 m acima da Rua 15 de novembro. Isto é o Patrimônio de Bauru.
Em 1693 é criado o Distrito de Paz do Bauru, devido ao crescimento populacional do Bairro. Em 1º de Agosto de 1896 foi sancionada, na capital do Estado, pelo presidente estadual Manoel de Campos Sales a Lei 428, que transferia a sede do Município de Espírito Santo da Fortaleza para Bauru. Neste momento em diante a Câmara Municipal e Prefeitura passam a funcionar em Bauru, com autonomia administrativa. Portanto a data não é a fundação de Bauru, pois este já existia como distrito. Daí a população aumentou bastante, as lavouras multiplicaram. Em 1905, já iniciada a construção da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, chegou a Estrada de Ferro Sorocabana e, em 1910, a Companhia Paulista de Estradas de Ferro.
Com a chegada das estradas de ferro à Bauru em 1905, houve a necessidade de uma ampla avenida para ligar a estação ferroviária ao centro da cidade. Surgia a Avenida Rodrigues Alves, antes Alfredo Maia. Em 1911 temos a instalação da Comarca de Bauru, completando os Três Poderes. Com a inauguração das oficinas da NOB em 1921, deu-se inicio o desenvolvimento das vilas nas imediações da esplanada da ferrovia. A primeira Vila foi a da Falcão. Em 1940, com uma população de 33.000 habitantes e o crescimento na área central, surgiram novos bairros (Vila Independência e Bela Vista). Surgiram loteamentos na periferia. O crescimento era na horizontal margeando as linhas dos trens. A partir de 1968, com a Cohab, a cidade cresce para todos os pontos cardeais.
No final da década de 70 e nos primeiros anos da década de 80 foi construído um eixo viário (Av. Nações Unidas), que passa a direcionar a evolução urbana, deixando de ser uma cidade com características mais rural. A ligação Avenidas Nações Unidas e Nuno de Assis formam um sistema que é um pólo de desenvolvimento urbano. Na década de 90 começou a era do crescimento vertical com o aumento da prestação de serviços principalmente na área da saúde e educação. Com a construção de shoppings e um entroncamento rodoviário com as rodovias SP 300, SP 304 e SP 294 e infelizmente com transporte ferroviário reduzido a trens de carga.
E no século XXI Bauru demonstra ser uma metrópole regional que atrai uma população flutuante que vem somar a população local na tentativa de conseguirem uma melhoria de vida no aspecto social e financeiro. Entretanto surge no presente um novo desafio: conciliar o progresso financeiro com a qualidade de vida refletida no meio ambiente e uma melhoria para todos e não para uma minoria. Problemas de abastecimento de água por exemplo coexistem com a necessidade do chamado desenvolvimento sustentável, devendo haver uma reflexão nesse aspecto tanto por parte daqueles que administram a cidade como também da população.
A autora, professoraMarcia Regina Nava Sobreira, é colaboradora de Opinião