Fortaleza inebria os sentidos. Na Praia do Mucuripe, o que se sente primeiro é o forte cheiro de peixe, maresia e o sabor da tradição pesqueira. A capital cearense revela-se aos poucos. Passada a periferia, chega-se ao novo centro comercial. Lá, prédios de uma arquitetura um tanto monótona (de granito, minério farto na região), denunciam um crescimento acentuado, centrado nos moinhos, na indústria têxtil na castanha de caju e na cera de carnaúba ? a carnaubeira é considerada a árvore da vida pelos cearenses, pois dela tudo se aproveita.
Hoje, Fortaleza ostenta o maior conjunto de prédios modernos da América Latina, que pode ser visto na Praia do Meireles. E o turismo vai de vento em popa: há grandes hotéis, guias e agentes que garantem a boa estrutura para o visitante.
Após os centros de trabalho, finalmente o olhar alcança o mar, na bela orla da Avenida Beira-Mar. Melindroso, tem três cores. Vai de verde cintilante a uma tonalidade mais escura, para acabar num azul profundo. Os corais formam manchas na cor vinho. Depois do deleite, é ironia saber que ali é impróprio para o banho: sequela de um porto urbano.
Mas isso não é motivo para tristeza, pois a apenas oito quilômetros do Mucuripe chega-se à Praia do Futuro, ideal para nadar. Lá, à noite, uma boa pedida é comer caranguejo nas barracas. No município de Aquiraz, a apenas 28 km de Fortaleza, está outra opção de passeio: o Beach Park. Inspirado nos parques americanos, ele tem uma grande diferença ? a paradisíaca praia Porto das Dunas em frente.
Doces e artesanato
Sentado, o turista inevitavelmente será abordado por vendedores ambulantes, que oferecem doces locais como a coxa de moça (coco, castanha de caju e leite condensado) e toalhinhas rendadas, comercializados a preços mais baratos do que nas feiras e lojas oficiais de artesanato.
Na entrada do Cumbuco, todos os visitantes são fotografados para, na saída, verem seu rosto estampado em um cartão-postal com a imagem do local ao fundo.