Brasília - O Banco Central já tirou de circulação, desde maio deste ano, quase 28 mil cédulas manchadas com tinta rosa, usada em dispositivos antifurto para manchar notas em caso de arrombamento ou explosão de caixas eletrônicos.
Foram recolhidas 2.972 notas em maio; 22 mil em junho; e 2.947 em julho. Em junho, o BC editou normas que tornaram inválidas as cédulas manchadas de rosa por dispositivos antifurto.
A orientação do banco é para que as pessoas recusem dinheiro manchado. Se alguém receber uma nota com manchas rosa, deve procurar uma agência bancária para entregar o dinheiro e informar os dados pessoais.
As notas são repassadas para o BC, que analisa se o dinheiro foi marcado pelos dispositivos. Após esse exame, o banco deve informar ao cliente, no prazo máximo de três dias úteis, se a cédula foi manchada pelo dispositivo. Em caso positivo, a nota é considerada produto de ação criminosa e não há reembolso.
As cédulas comprovadamente danificadas por dispositivos antifurto ficam guardadas no Banco Central, à disposição das autoridades competentes, para a adoção das medidas legais. Quando não é possível determinar se a cédula foi danificada por dispositivo antifurto, o cidadão é ressarcido.
Em casos em que o cliente saca o dinheiro marcado em caixas eletrônicos, o banco é obrigado a providenciar a troca imediata das cédulas.
Na página do BC na Internet é possível acompanhar o trâmite de análise das cédulas.