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Toninho Martins morre aos 72 anos

Tânia Morbi e Mariana Cerigatto
| Tempo de leitura: 3 min

Será enterrado no início da tarde de hoje o empresário e presidente da Legião Mirim de Bauru, Antônio Carlos Martins, 72 anos, que faleceu ontem, por volta das 13h30, no Hospital da Unimed. Sem filhos, o empresário deixa a esposa Maria Inês Miraglia Martins. O velório de Toninho está sendo realizado na sede da Legião Mirim, entidade que ele presidia desde 1984. O enterro está previsto para 14h30, no Cemitério da Saudade.

O médico Olivo Costa Dias, que acompanhou Toninho Martins nos últimos meses como amigo, disse, ontem à tarde, que ele morreu na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital da Unimed, onde estava internado. Martins morreu de complicações pulmoraes.

Segundo Dias, Martins estava bem até o pultimo dia 14 de maio, quando fez aniversário. Depois, sofreu um desmaio e foi ao médico, quando teve um câncer diagnosticado.

Segundo a coordenadora da Legião Mirim, Lúcia Santino Reis, os últimos 27 anos foram de dedicação à Legião e ao Rotary Bauru Clube, do qual era governador. "A gente tinha contato todos os dias. Ele sempre estava aqui, conversando com os meninos. Sempre alegre, procurava sempre se inteirar dos problemas da entidade", lembrou.

A Legião Mirim tem atualmente 800 jovens em treinamento e cerca de 300 já colocados no mercado de trabalho. Corinthiano, Toninho Martins estava sempre brincando com os jovem mirins sobre futebol, lembrou a coordenadora.

Lúcia Reis trabalha na entidade há 37 anos e diz que tem na imagem do ex-presidente, homem educado e gentil.Entre os momentos marcantes da vida de Martins na Legião, dos quais a coordenadora mais se lembra, estão as festas de final de ano. "Ele gostava muito das festas de Natal e adorava que os meninos fizessem as redações, sempre com os temas atuais. Ele sempre queria saber o que os meninos estavam pensando".

Uma das marcas da administração de Toninho Martins foi a presença constante de profissionais bem sucedidos que passaram pela entidade quando jovens. As palestras serviam de motivação para os jovens. "Para nós, a imagem dele é de um pai. Podíamos ter um grande problema, que ele sentava, escutava e sempre ponderado, resolvia", destacou.

Francisco Gomes Jardim, de 76 anos, trabalhou durante 15 anos com Antônio Carlos Martins e o irmão dele, Carlos Alberto. Foi o último funcionário a ser desligado da concessionária de propriedade dos irmãos Martins, antes de seu fechamento. "Ele era um homem muito bom. Uma beleza de patrão", afirmou.

Emocionado, Jardim se recorda com saudade do tempo em que tomava café com o patrão. "Ele chegava, me abraçava e pegava um cafezinho. Quando não tinha, ele mesmo comprava o pó e fazia o café", conta.

Mesmo depois de muitos anos do fim da relação de patrão e empregado, Jardim visitava o amigo Toninho. "Ele era muito bom para a gente".

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Benemérito


Único e mais novo irmão de Toninho, Carlos Alberto Martins, destacou a atuação do irmão. "Ele foi bastante atuante no Rotary e ocupou vários cargos importantes. Também trabalhou no comércio e conciliou as atividades com as de presidente do Legião Mirim", comentou.

"O Legião Mirim foi a jóia da coroa dele. Hoje, o projeto contempla mais de 400 jovens e é algo que tem dado muito certo e tem mudado o futuro de vários legionados. Toninho teve um papel muito importante para a instituição", ressaltou. "Sua morte foi algo que ocorreu de forma repentina, nós não esperávamos", lamentou.

"Ele era uma pessoa extremamente otimista, preocupado com todos. Sempre tinha uma palavra agradável para dizer", emocionou-se o irmão, Carlos Alberto.

O rotariano Paulo José Aiello também falou do grande amigo que se foi. "Acompanhei o Toninho há muito tempo. Sempre foi um grande amigo. Como rotariano, ele me ensinou muito. Infelizmente, em três meses ele adoeceu", lamentou. (Mariana Cerigatto)

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