Amã - Forças sírias mataram pelo menos 16 civis durante a repressão a dezenas de milhares de participantes de manifestações contra o presidente Bashar al-Assad, na primeira sexta-feira do mês islâmico sagrado do Ramadã, disseram ativistas.
Uma incursão de seis dias no centro de Hama para massacrar as manifestações pró-democracia deixaram ao menos 300 civis mortos, informaram os Comitês de Coordenação Locais, formados por ativistas.
A União de Coordenação da Revolução Síria afirmou que as forças do governo mataram dois manifestantes e feriram 12 depois das orações noturnas do Ramadã no distrito de Maydan, centro de Damasco, que se tornou o reduto das manifestações, apesar do envio da Guarda Republicana à área.
Forças de segurança também dispararam contra as pessoas que protestavam nos subúrbios da capital, em Harasta, Douma e Daria, disseram moradores.
Em Hama, tanques bombardearam o centro pelo sexto dia, e os moradores locais temem que o número de mortos - estimado em 135 desde o início da ofensiva governamental no domingo - aumente.
Num sinal de resistência da oposição, ativistas disseram que dezenas de milhares de pessoas saíram às ruas de todo o país durante a sexta-feira, o dia mais importante da semana islâmica. Durante o mês do Ramadã, os muçulmanos não comem nem bebem nada durante o dia inteiro.