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Melhoria contínua: Simplicidade


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A sociedade atual, sem querer generalizar, tem como característica acumular informação sem refleti-la, se encher de coisas supérfluas, abraçar excesso de atividades e desenvolver desejos em demasia, sem se dar conta da sua real necessidade. Para isso, corre em alta velocidade, com muita ansiedade. É tudo muito estranho.

Aquele que não tem noção do seu nível de necessidade não tem limites e intensifica em muito a sua autocobrança. Com isso, não vive bem. Vive estressado, brinca com a riqueza da saúde. Sem perceber, afasta-se da simplicidade e aumenta sensivelmente a possibilidade de se perder em uma vida confusa, num processo de desvitalização.

Dessa forma, não é fácil enxergar o caminho correto, uma vez que o excesso em geral enfraquece a capacidade de discernimento da realidade, fazendo com que se coloque as suas inteligências e competências na direção errada. A complexidade é perigosa, pois tende à decadência. Basta ver o que ocorre hoje nas economias dos Estados Unidos e da Europa.

Por sua vez, a simplicidade clareia a visão, traz leveza, garante a saúde e gera paz de espírito. Tenho dois amigos que não se conhecem entre si. Ambos, em períodos diferentes, fizeram, durante 30 dias aproximadamente, o caminho místico de Santiago de Compostela. Ao retornarem ao Brasil, perguntei para cada um deles, individualmente, "o que tiraram da experiência".

As respostas foram exatamente iguais: "Não se precisa de muito para viver. Nós complicamos demais". Deu impressão que combinaram entre eles, uma vez que a resposta foi exatamente a mesma.

A verdade é que o acúmulo de qualquer tipo de entulho nos leva à complexidade, que não é da positividade. Não é à toa que os verdadeiros mestres, que passaram pela Terra, enfatizaram a importância de descartar o desnecessário. Em outras palavras: tomar muito cuidado com o excesso.

Davison de Lucas - diretor da M.Davison & associados - Consultor Organizacional e Palestrante

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