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Pelo menos 24 morrem em operação militar contra cidades rebeldes na Síria

Folhapress
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Damasco - Pelo menos 20 civis morreram e dezenas ficaram feridos na cidade de Deir Ezzor, leste da Síria, depois que o Exército executou um ataque na madrugada de ontem para reprimir a revolta contra o regime do ditador Bashar al-Assad, informou um ativista.

"As operações militares se concentram no bairro de Jura, onde os militares abriram fogo e deixaram pelo menos 20 mortos e dezenas de feridos", declarou o presidente da Liga Síria de Direitos Humanos, Abdel Karim Rihaui.

As forças de segurança prenderam várias pessoas em diversos pontos da cidade de Deir Ezzor, a 430 quilômetros ao nordeste de Damasco, completou o ativista.

Já em Homs, outra província rebelde, quatro civis morreram na operação militar, segundo Rami Abdel Rahman, do Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH). O porta-voz dos Comitês de Coordenação Local, Omar Edelbe, afirma que foram os mortos são ao menos oito, entre eles dois adolescentes.

Edelbe acrescentou que o Exército bombardeou também vários povoados ao redor da cidade. "Várias casas foram destruídas e a cidade está em um estado catastrófico, segundo testemunhas", disse.

Além disso, as redes telefônicas móvel e fixa foram cortadas, assim como a eletricidade, segundo disseram moradores da cidade aos Comitês.

Repressão


O presidente da Síria, Bashar al Assad, buscou justificar a repressão das autoridades no país ao afirmar ontem que é um "dever do Estado" proteger a segurança de seus cidadãos e agir contra aqueles que "violam a lei".

Assad fez essas declarações depois de se reunir em Damasco com o ministro das Relações Exteriores do Líbano, Adnan Mansour, segundo a agência de notícias oficial síria "Sana", num dia em que as Forças Armadas sírias intensificaram sua ofensiva sobre as cidades rebeldes de Homs (centro) e Deir Ezzor (norte).

O ditador criticou os "criminosos que violam a lei, bloqueiam estradas, fecham cidades e aterrorizam as famílias" e disse que o Estado tem a obrigação de atuar contra eles para "proteger a segurança e a vida de seus cidadãos".

Desde o início dos protestos populares contra o regime, em março passado, as autoridades sírias divulgaram a tese de que as manifestações são obra de grupos terroristas e de arruaceiros, que seguem ordens externas, enviadas pelo país que realiza uma conspiração para desestabilizar a Síria.

Assad destacou ainda que Damasco "segue o caminho das reformas com passos firmes", poucos dias após o líder anunciar a abertura do país ao multipartidarismo.

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