Avaliada como uma das possíveis soluções para o problema de drenagem na região do Jardim Pagani, sobretudo nas dependências do Estádio Edmundo Coube, a construção de um piscinão na área inicialmente reservada para o minidistrito industrial do bairro não vai mais acontecer. A Secretaria municipal do Planejamento (Seplan) concluiu o projeto de drenagem, que apontou outros meios para garantir que a parte baixa do Pagani, bem como as dependências do equipamento esportivo, não sejam tomadas pelas águas da chuva.
Segundo Rodrigo Said, titular da Seplan, apesar de pronto, o projeto ainda não foi orçado e precisa de análise da Secretaria municipal de Obras para detalhar, por exemplo, em quanto tempo a obra poderá ser executada. A expectativa é de que a infraestrutura para a drenagem do Jardim Pagani seja contratada por licitação. "Na semana que vem vamos fechar o valor dessa obra. O projeto mostrou que não precisaríamos ocupar uma área específica para fazer um piscinão para resolver o problema das águas pluviais naquela região", afirmou.
No entanto, o secretário garante que o valor gasto com a obra será bem menor do que caso fosse constatada a necessidade da construção do piscinão, estimado em R$ 1,5 milhão. "O piscinão seria um complemento à infraestrutura de drenagem para diminuir a velocidade e controlar o volume da descida da água", explicou Said.
Para isso, será construído mais um ramal de coleta de água, contornando o Edmundo Coube duas quadras acima do estádio. Atualmente, existe apenas um ponto que recolhe a água, localizado próximo do muro do campo.
Ampliação
Para o ano que vem, a Secretaria de Desenvolvimento trabalha para a viabilização de duas áreas para instalação de minidistrito. Uma delas está no Jardim Guadalajara e já está em processo de divisão de solo, segundo Paulo Ferrari. Outro minidistrito está sendo negociado pela pasta para a instalação em uma área próxima ao Cemitério Cristo Rei.
No mês de maio, a Câmara Municipal aprovou a instituição do Fundo Municipal para Criação de Minidistritos Industriais. A ideia é comprar cada vez mais glebas destinadas a isso a partir dos recursos obtidos com a venda dos primeiros lotes. Também são destinados ao fundo os recursos gerados a partir do aluguel de áreas para nove empresas instaladas atualmente dos distritos industriais I, II e III, em Bauru.
Minidistrito depende de decisão política
Após ter sido ameaçado pela possibilidade de construção do piscinão do Jardim Pagani, o minidistrito a ser instalado no bairro depende agora apenas de uma decisão política para vingar. A afirmação é do próprio secretário de Desenvolvimento Econômico, Paulo Ferrari. "Vamos aguardar a decisão do prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB). A principal dificuldade é a resistência dos moradores da região ao minidistrito", explicou.
A população do Pagani tem receio de que se instalem em algum dos 15 lotes dos 9 mil metros quadrados da área destinada ao minidistrito empresas que interfiram com impactos negativos à vizinhança, seja em razão da poluição sonora ou até mesmo de alto fluxo de veículos pesados.
Para tranquilizar os moradores, Ferrari sugere a criação de uma lei que estabeleça critérios para definir quais empresas poderão ou não se instalar nos minidistritos industriais. "Uma sorveteria, por exemplo, não afetaria o local de forma negativa. Empresas grandes não podem se instalar no minidistrito, até porque os lotes possuem cerca de 650 metros quadrados", pontuou.
Segundo o secretário, os lotes já estão devidamente demarcados. Após a decisão pela viabilização do minidistrito, dependerão apenas da avaliação da Seplan para que possam ser vendidos pela prefeitura por meio de leilão. As empresas que adquirirem as áreas terão facilidades como carência de 12 meses e pagamento parcelado.
Pista de atletismo motiva drenagem
Nem o antigo problema das cheias na época das chuvas sofrido pelos moradores da região baixa do Jardim Pagani e tampouco o investimento de dinheiro público na recente reforma do Edmundo Coube sensibilizaram a Prefeitura de Bauru para a realização das obras de drenagem no bairro até agora.
A necessidade de construção de uma pista de atletismo no estádio para viabilizar a realização dos Jogos Abertos de 2012 em Bauru foi o que impulsionou o município a buscar soluções para o problema. O local foi escolhido devido à estrutura já existente para a instalação do equipamento no estádio, embora ela não seja adequada para sediar competições oficiais.
A previsão de gastos com a construção da pista sintética é de R$ 1,5 milhão para o tipo mais simples. No entanto, uma preocupação, principalmente do secretário municipal dos Esportes, José Carlos Batata (PT), é o tempo para que o problema da drenagem seja resolvido e o equipamento esportivo seja entregue. Tudo tem que estar pronto até novembro do ano que vem, quando estão marcados os Jogos Abertos no município.