São Paulo - A Polícia Federal liberou ontem 18 pessoas presas na Operação Voucher, após prestarem depoimento. A informação foi divulgada pelo Ministério Público Federal no Amapá, no final da tarde.
Todos os presos liberados ontem haviam sido alvo de prisão temporária. Outros 18 suspeitos, com prisão preventiva decretada, seguem detidos no Instituto de Administração Penitenciária do Amapá, em Macapá. Segundo a procuradoria, os suspeitos seguem presos para que não interfiram nas investigações.
Deflagrada anteontem, a Operação Voucher prendeu um total de 36 pessoas, em São Paulo, Brasília, Curitiba e Macapá. Ao todo 38 mandados de prisão foram expedidos. Duas pessoas seguem foragidas.
As investigações começaram em abril e apontaram possíveis irregularidades em um convênio de R$ 4,45 milhões firmado entre o Ministério do Turismo e o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável (Ibrasi). Entre os presos na operação estão o secretário-executivo do Ministério do Turismo, Frederico Costa, e o ex-secretário-executivo da pasta, Mário Moyses, que continuam presos.
CGU manda investigação
O ministro-chefe da Controladoria-Geral da União (CGU), Jorge Hage, determinou a instauração de Processo Administrativo Disciplinar para apurar possíveis irregularidades cometidas por servidores do Ministério do Turismo sobre os fatos que deram origem à Operação Voucher.
De acordo com nota da CGU, o procedimento foi aberto a pedido do ministro do Turismo, Pedro Novais. Hage recomendou também ao ministério a suspensão, pelo prazo de 60 dias, de pagamentos a quaisquer das empresas contratadas por convênio na área de capacitação.
De acordo com a CGU, já existem auditorias em curso para apurar fraudes em dois tipos de projetos do Ministério do Turismo. Um deles é o que destina recursos para a realização de eventos turísticos, os quais vêm sendo fiscalizados desde 2009 e cujos relatórios foram encaminhados ao MTur ainda no governo passado.
De acordo com a nota, "na ocasião, o então ministro Luiz Barretto tomou várias medidas saneadoras, dentre as quais o estabelecimento de teto para pagamento de cachês artísticos e de limite máximo de despesa por evento. Em alguns casos, onde havia irregularidades mais graves, os relatórios da CGU foram encaminhados ao Ministério Público e à Polícia Federal".