Tribuna do Leitor

ÉRA DE GERSON


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Atualmente temos notado um aumento desses sites de compra compartilhada. Entendemos que a internet é uma ótima ferramenta para fomentar a relação comercial, mas assim já está ficando demais, pois alguns desses sites milagrosos oferecem até 80% de desconto, ou seja, devem estar patrocinando o produto para que o "cliente" simplesmente compre através de seu site, por capricho talvez ou por uma questão de prestígio, por querer estar à frente dos demais concorrentes, ou é uma cambada de empresários loucos querendo rasgar dinheiro... Fato é que esse tipo de comércio age diretamente no íntimo do "cliente" que, principalmente na atualidade, quer levar vantagens em tudo e é justamente nesse ponto que eles agem, na fraqueza de quem quer ganhar demais e nesse caso a vantagem e deles.

Consciente ou inconscientemente, essa ganância de obter determinados produtos a preços vantajosos faz com que a pessoas se esqueçam de analisar fatores, no mínimo importantes, para concluir o processo de compra.  Tal como uma anestesia, nos olhos, no cérebro ou no bom senso, a promessa de desconto conduz o "consumidor" a um estado de euforia letárgica, fazendo com que acredite que está se dando bem e, assim, vão se proliferando essas modalidades enganosas de comércio.   

  Observação importante é que quando  a modalidade visava determinados produtos pal-páveis, era de se entender que por ter vários consumidores de um mesmo produto poderia se fazer uma condição melhor e é justo, mas já não contentes em comercializar pequenos valores, agora estão entrando em áreas que exigem mais do que quantidade, exige conhecimento profissional para que o cliente possa consumir determinado produto. Estou falando do exemplo viagens e turismo. Nesse ponto o processo pode ser desastroso e fatalmente o barato sairá caro.   Gosto de pagar um preço justo, mas não posso querer levar vantagem em tudo, certo ? Todo ser humano em sã consciência sabe que não existem milagres e que os produtos dependem de custo para estarem no mercado, sendo assim, podemos usar o jargão: "Quando a esmola é demais, o santo desconfia". Se acha que estou exageneralizando, estou sim, pois se não fosse essa fraqueza de quem consome, não teria proliferado esse tipo de comércio das grandes vantagens, fictícias, é obvio.

Paulo Eugênio Querino

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