|
Jumana El Heloueh/Reuters |
Forças sírias mataram 10 pessoas nesta sexta-feira, o dia muçulmano do descanso e oração, durante uma manifestação em que dezenas de milhares pediam a saída do presidente Bashar al-Assad, gritando: 'nós nos curvaremos somente a Deus', disseram ativistas. Os protestos ocorreram apesar da repressão militar que vem provocando condenação de vários países e sanções contra a Síria.
Houve protestos em várias partes da Síria, incluindo as cidades de Hama e Deir al-Zor, as quais foram alvo de uma ofensiva militar com apoio de tanques lançada na semana passada por Assad, num momento em que os muçulmanos celebram o mês sagrado do Ramadã.
Os ativistas dos Comitês de Coordenação Local afirmaram que os mortos incluem dois manifestantes na cidade de Aleppo, um importante centro comercial, três em subúrbios da capital, Damasco, e dois na província nortista de Idlib, na fronteira com a Turquia.
Moradores disseram que também houve duas mortes em Hama, apenas alguns dias depois de o Exército ter encerrado uma incursão de uma semana na cidade, que se tornou um símbolo do desafio ao regime de Assad depois que enormes multidões passaram a se reunir semanalmente para exigir a destituição do regime.
"Saia, Bashar!", gritavam manifestantes.
