? Esgoto de Tibiriçá
Depois de inaugurar a primeira Estação de Tratamento de Esgoto de Bauru, a ETE Candeia, no Núcleo Gasparini (10% do esgoto da cidade), o prefeito Rodrigo Agostinho e o presidente do DAE, André Andreoli, vão descerrar a placa da Estação de Tibiriçá, na manhã desta segunda-feira, às 10 horas. O valor total da obra foi de R$ 600 mil reais.
? É "reinauguração"!
Na verdade, trata-se de uma espécie de reinauguração, porque a prefeitura, através do DAE, já havia feito esta estação de tratamento de esgoto, durante o governo Nilson Costa, mas fizeram a coisa errada, jogaram dinheiro do município fora e agora a restauração da obra anterior está sendo concluída.
? Modelo econômico
O sistema de tratamento do esgoto dos cerca de mil habitantes de Tibiriçá é denominado "Alagados Construídos". É considerado de baixo custo financeiro, apresenta operacionalidade simples, possibilita o reuso da água em atividades econômicas rentáveis e pode ser incorporado à paisagem local. O Laboratório de Águas Residuárias do DAE, instalado na Unesp/Bauru, monitora, através de análises físico-químicas e bacteriológicas, todo o processo de tratamento de esgoto desta estação.
? Só faltam 90% agora
A ETE Tibiriçá está implantada em um terreno de aproximadamente 4.558,00 m², situado na margem direita do Córrego da Barra Grande Baixo, um dos afluentes do Ribeirão Água Parada, na Bacia do Rio Batalha, a 3,6 quilômetros do trevo de acesso ao distrito, na Rodovia Marechal Rondon, km 360, mais 200 metros. Agora só fica faltando tratar o esgoto de 90% da cidade de Bauru...
? Polêmica da revisão
A proposta do prefeito para revisão do cálculo do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) de 2012, com reajuste por faixas, deve enfrentar resistência caso chegue na Câmara Municipal de Bauru do mesmo jeito que foi acertada na reunião entre o governo Rodrigo Agostinho (PMDB) e parlamentares da situação, na semana passada. Foi o que apurou a editoria de Política do JC.
? Muita negociação...
Para aprovar o realinhamento dos valores venais, o Poder Executivo precisa de 11 votos e, em tese, começa a negociação com oito (situação). Restaria então atrair pelo menos três parlamentares de oposição, tarefa que dependerá de muita negociação e, talvez, a concessão de algumas benesses. Em matéria na página 3, os vereadores Moisés Rossi (PPS) e Marcelo Borges (PSDB) "torceram o nariz" para a forma de aumento do IPTU. Borges disse que até chegar ao plenário, fica difícil cravar uma negativa à proposta. No entanto, ele diz que a prefeitura pretende aumentar a arrecadação ao sugerir revisão das alíquotas.
? 75% sem aumento
Rossi diz que tomou conhecimento da proposta apenas pela reportagem na edição do último sábado do JC. Ele manda um recado de que irá se posicionar contrário a qualquer tipo de aumento de IPTU para o ano que vem. Ficou acertado entre vereadores de situação e o prefeito que 92 mil edificações (75%) com valor de até R$ 150 mil não terão reajuste do tributo, caso o projeto seja aprovado seguindo o acordo. Já imóveis em outras faixas de preço sofrerão aumento maior que a inflação, podendo chegar a até 10,40%.