Internacional

Cristina sai na frente nas primárias para a reeleição na Argentina


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Buenos Aires - A presidente da Argentina, Cristina Fernandez Kirchner, liderou as primárias realizadas ontem no país com mais de 45% dos votos, colocando-a no caminho para a reeleição em outubro, segundo pesquisa divulgada pela TV C5N.

Cristina Kirchner estava mais de 30 pontos percentuais à frente do segundo colocado, segundo a emissora, mas a TV não informou o nome do segundo lugar.

Outro canal de televisão, no entanto, informou que seria o ex-presidente Eduardo Duhalde, ligado aos peronistas dissidentes. O resultado oficial só deverá ser divulgado hoje pelo governo argentino.

Ao votar ontem nas eleições primárias na Argentina, a presidenta e candidata à reeleição Cristina Kirchner destacou que as eleições primárias representam "um salto impressionante na qualidade institucional" no país.

É a primeira vez que os argentinos realizam as eleições primárias, processo que escolherá os candidatos que vão participar das eleições gerais marcadas para 23 de outubro.

A presidenta classificou as primárias como um fato histórico. "Estamos testemunhando a reforma política mais importante desde 1983. É um salto na qualidade institucional impressionante", declarou a presidente Cristina Kirchner.

Redemocratização

Cristina Kirchner lembrou que desde a redemocratização do país, em 1983, " tantas vezes se pediu por reforma política. "Agora, no terceiro século, estamos construindo este sistema político mais transparente, com grande participação", destacou.

A presidenta também elogiou a democratização dos espaços publicitários durante a campanha e disse que se sentia "muito satisfeita" porque as mudanças ocorreram em sua administração.

Cerca de 28 milhões de eleitores argentinos eram esperados nas urnas ontem para escolher os candidatos à Presidência da República, aos cargos de deputado das províncias e de Buenos Aires e de senador.

Eles tinham de escolher entre duas ou mais listas do mesmo partido. Para concorrer às eleições gerais, o candidato deve obter pelo menos 1,5% dos votos no distrito para seguir na disputa presidencial.

Concorrendo ao direito de participar das eleições presidenciais na Argentina há dez candidatos.

Além da atual presidente Cristina Kirchner, também estão na disputa Ricardo Alfonsín, da Unión Cívica Radical, o ex-presidente Eduardo Duhalde, do Partido Justicialista, e Hermes Binner, do Partido Socialista, Alberto Rodríguez Saá, do Partido Justicialista; Elisa Carrió, da Coalición Cívica ARI (CC-ARI); Jorge Altamira, do Partido Obrero; Alcira Argumedo, do Proyecto Sur; José Bonacci, do Partido del Campo Popular, e Sergio Pastore, do Movimiento de Acción Vecinal.

Vencedor

Vence a disputa quem conquistar 45% dos votos válidos ou 40%, desde que ocorra uma diferença mínima de 10% em relação ao segundo colocado.

Caso isso não ocorra, haverá segundo turno marcado para o dia 10 de dezembro. Como no Brasil, o presidente da República na Argentina cumpre mandato de quatro anos.

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