Internacional

Sobem para 23 os civis mortos na Síria


| Tempo de leitura: 2 min

Latakia - Subiu para 23 civis o número de mortos em um ataque das forças sírias, auxiliadas por tanques e navios, na cidade portuária de Latakia ontem, informou o Observatório Sírio para os Direitos Humanos. A cidade foi invadida por tanques e tropas na véspera, em um aparente esforço do regime de encerrar protestos oposicionistas na região.

A Síria proíbe a entrada de jornalistas estrangeiros no país, o que dificulta obter dados independentes. As informações vêm de ativistas da oposição e defensores dos direitos humanos.

A entidade afirmou que a maioria das vítimas, que incluíam ainda dezenas de feridos, foi atingida por metralhadoras de grosso calibre, disparadas por tanques nos bairros do sul da cidade.

O ataque teve ainda apoio da Marinha, que disparou de navios de guerra para terra firme.

Segundo ativistas de direitos humanos, os ataques atingiram um campo de refugiados palestinos na mesma região, por isso que algumas das vítimas são palestinas.

Muitos dos feridos estão em estado grave, segundo o presidente da organização, Abdel Rahman.

Fontes locais, citadas pela agência de notícia Efe, dizem que os veículos militares e tropas estão nas principais ruas do bairro de Raml e apontam suas metralhadoras para o minarete da mesquita Mohagrin.

Elas relatam ainda que centenas de pessoas foram detidas em operações nos bairros de Shaleah e Ghoraf, na mesma cidade.

A ofensiva chegou ainda ao bairro de Al Sakanturi, onde há relatos de tiros de morteiro contra os moradores.

As forças de segurança, apoiadas por tanques, têm tentado esmagar a dissidência de cidade em cidade desde o início dos protestos pró-democracia, em meados de março.

A repressão militar de Assad aos protestos de cinco meses levou a novas sanções dos EUA sobre Damasco e críticas de estados árabes após meses de silêncio na região.

O Conselho de Segurança da ONU realizará na próxima quinta-feira (18) uma reunião especial para discutir os direitos humanos e a emergência humanitária na Síria, afirmaram diplomatas das Nações Unidas.

Comentários

Comentários