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Planalto promete R$ 1,7 bi em emendas para agradar aliados

Folhapress
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Brasília - Com o objetivo de evitar derrotas no Congresso, a presidente Dilma Rousseff prometeu a aliados acelerar a liberação de R$ 1,7 bi em emendas parlamentares. Em almoço ontem com líderes da base, a ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) afirmou que o governo vai liberar até setembro cerca de R$ 700 milhões dos chamados restos a pagar.

O valor se refere a emendas a orçamentos de anos anteriores que ainda não foram pagas pela União.

A ministra prometeu ainda o empenho (promessa de gastar) de cerca de R$ 1 bilhão dos R$ 7 bilhões previstos em novas emendas. O afago também chegará aos novos deputados, que terão direito, cada um, a cerca de R$ 1 milhão em emendas.

Além de acelerar a liberação de recursos, Dilma avisou que adotará a estratégia de, junto com o vice-presidente Michel Temer, participar mais ativamente das conversas com os líderes dos principais partidos.

A aproximação teve início na noite de anteontem, em um encontro com o PT e PMDB, e seguiu ontem, em reunião com PSB, PDT e PC do B. Nesta quinta será a vez do PSD, partido a ser criado pelo prefeito Gilberto Kassab.

A ministra Ideli Salvatti, também promete dar mais atenção à Câmara. Ontem, ela despachou com deputados do gabinete do líder do governo, Cândido Vaccarezza (PT-SP), e não do Planalto. "Agora ela vai fazer isso como praxe", disse o petista.

A mudança de atitude ocorre após a base aliada paralisar as votações na Câmara na semana passada. "Esse é um período novo do governo. Pelo que eu vi e ouvi ontem, a Dilma já é a minha candidata à reeleição em 2014", disse o líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN), um dos comandantes da "rebelião" da semana passada.

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