Internacional

ONU busca estratégia de paz na Somália


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Nova York - O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) ressaltou ontem a necessidade de todos os grupos somalis participarem da reunião consultiva que será realizada no país entre os dias 4 e 6 de setembro. O encontro busca um acordo sobre uma série de diretrizes com prioridades e cronogramas a serem implementados ao longo do próximo ano pelas Instituições Federais de Transição (TFIs).

Por meio de uma declaração lida neste mês pelo presidente do órgão máximo da ONU, o embaixador indiano Hardeep Singh Puri, os 15 membros elogiaram as recentes melhorias na situação da segurança na Capital da Somália, Mogadíscio, bem como os esforços da Missão da União Africana na Somália (Amisom) e das forças de segurança nacionais, reconhecendo os sacrifícios feitos pelas tropas.

O Conselho de Segurança pediu que as TFIs aproveitem imediatamente os ganhos na segurança, focando na entrega de serviços básicos e fornecendo boa governança para todos os cidadãos.

Apesar de alguns avanços, o órgão demonstrou grande preocupação com a instabilidade no país africano, destacando problemas como terrorismo, pirataria, tomada de reféns, além da terrível situação humanitária.

O órgão ressaltou ainda a necessidade de haver uma estratégia abrangente que incentive a paz e a estabilidade, por meio do esforço em conjunto de todas as partes interessadas.

Médicos fora do hospital


Rebeldes islâmicos do Al Shabaab entraram em confronto com tropas do governo somali e soldados da força de paz da União Africana no norte de Mogadíscio, ontem, levando médicos e crianças a deixar um hospital atingido por balas perdidas, disse uma autoridade.

O grupo inspirado pela Al Qaeda, que enfrenta problemas financeiros e rixas entre seus principais comandantes, retirou a maioria de seus combatentes da capital somali este mês, mas ainda impõe alguma resistência em áreas de Mogadíscio. Além disso, permanece a ameaça de ataques de guerrilha.

O Al Shabaab promove uma insurreição há quatro anos contra o governo apoiado pelo Ocidente e as forças de paz da União Africana, que foram mobilizadas para ajudar a manter a paz no país afetado por duas décadas de conflito civil desde a derrubada, em 1991, do ditador Mohamed Siad Barre.

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