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Fornecedor da Zara é acusado de trabalho escravo em São Paulo

Da redação JCNet
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A maior varejista de vestuário do mundo, a espanhola Zara, está sendo investigada pelo Ministério do Trabalho por denúncias de utilização de mão de obra escrava, segundo o Sindicato das Costureiras de São Paulo e Osasco.

A investigação da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de São Paulo, acompanhada pela organização não governamental Repórter Brasil, envolveu a inspeção de quatro oficinas clandestinas na capital paulista e no interior do Estado de São Paulo, no final de junho.

"Antes disso, não tínhamos recebido nenhuma denúncia (contra a Zara)", disse a diretora do sindicato, Maria Susicléia Assis, à Reuters. Segundo ela, os trabalhadores eram provenientes da Bolívia e do Peru.

Segundo o sindicato, as investigações descobriram que em uma das oficinas fornecedoras da grife espanhola o dono recebia 7 reais por peça, enquanto os trabalhadores recebiam 2 a 3 reais por item costurado, em média.

A Inditex, dona da Zara e de outras marcas de roupas, informou à Reuters que o caso envolve a "terceirização não autorizada" de oficinas de costura por parte de um fornecedor brasileiro da companhia.

A Inditex confirmou que foram encontrados 16 trabalhadores não regularizados, uma ação que contraria seu código de conduta e que "o grupo Inditex repudia absolutamente". A empresa afirmou ter exigido que o fornecedor responsável pela terceirização regularize a situação "imediatamente".

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