O chefe da autoridade anti-corrupção do Egito, Assem el-Gohari, ordenou o julgamento de um assessor do ex-presidente Hosni Mubarak sob acusações de corrupção e arrecadação ilegal de fundos, disseram jornais locais nesta quinta-feira.
Segundo os jornais, Zakaria Azmi, ex-chefe de gabinete do presidente que foi derrubado por uma insurgência popular em fevereiro, compareceria diante de um tribunal penal por suspeita de usar seu cargo para acumular arrecadações ilegais de milhões de libras egípcias, principalmente por meio de vilas, apartamentos e terrenos.
A data para o julgamento ainda não foi estabelecida. Segundo o jornal El-Youm el-Sabaa, promotores pediram uma sentença de prisão para Azmi e a devolução dos 86 milhões de libras egípcias (14,45 milhões de dólares) ao Estado.
O Egito congelou os ativos de Azmi e de outras autoridades em altos cargos, em uma tentativa de cumprir com as demandas dos ativistas que querem ações mais rígidas contra autoridades do governo de Mubarak acusados de corrupção e abuso de poder.