Regional

Mulher é presa acusada de roubar e agredir deficiente em Botucatu

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 3 min

Botucatu ? Uma mulher de 27 anos foi presa ontem pela Polícia Civil de Botucatu (100 quilômetros de Bauru) acusada de roubar e tentar matar a pauladas, no último dia 12, o amigo José Fernando Garcia Filho, 21 anos, que é deficiente físico e possui hidrocefalia (doença caracterizada pela acumulação de líquido no interior da cavidade craniana).

Na ocasião, ela utilizou um capuz para esconder o rosto, o que impossibilitou sua imediata identificação. A autora do crime só foi descoberta após postar uma mensagem na Internet relacionada a um dos produtos roubados. Segundo o delegado-assistente da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) da cidade, Sérgio Castanheira, Franceline Martinez Euzébio era amiga da vítima, que morava sozinho há mais de um ano.

No dia 12, José Fernando foi buscá-la em seu local de trabalho e, em seguida, os dois foram fazer compras e tomar café juntos. Depois, eles seguiram para a casa do jovem, na rua Salim Kahil, Vila Nogueira, onde ela permaneceu por algum tempo.

Momentos após Franceline ir embora, uma pessoa encapuzada entrou no imóvel e passou a agredir José Fernando com um pedaço de madeira utilizado por ele para escorar a porta da residência. Os golpes, aproximadamente dez de acordo com o delegado, atingiram a cabeça da vítima, que chegou a ficar desacordada. Quando recobrou a consciência, ele pediu ajuda a vizinhos e foi levado pelo Resgate do Corpo de Bombeiros ao Pronto-Socorro (PS) do Hospital das Clínicas (HC) da Unesp. "Ele tem uma válvula na cabeça por conta da hidrocefalia. Se ele tomasse uma pancada em cima dessa válvula, certamente, ele poderia até vir a óbito no local", revela. A princípio, a ocorrência foi registrada como lesão corporal porque, até então, a polícia não tinha conhecimento de que haviam sido roubados objetos do local.

Anteontem, José Fernando foi até a DIG e contou que, no dia da agressão, foram levados um notebook, um iPhone, R$ 5 mil em dinheiro e documentos pessoais. A Polícia Civil passou a investigar o caso e, com a ajuda da Internet, chegou até Franceline, que acabou confessando o crime. "Ela não consegue dizer a razão pela qual ela fez isso", diz o delegado.

De acordo com ele, a acusada postou mensagem na página de uma conhecida rede de relacionamento contando que havia baixado e instalado um aplicativo para iPhone. O fato despertou a atenção da vítima que, por ser seu amigo, sabia que ela não tinha o equipamento. "Com base nisso, a gente chegou nela e ela acabou confessando o crime", revela.

Com a mulher, foram apreendidos o notebook e o iPhone de José Fernando, além do capuz usado no crime e R$ 800,00 em dinheiro. O restante, segundo ela, foi utilizado na compra de uma televisão, uma cama e no pagamento de contas.

Ontem mesmo, a Polícia Civil solicitou à Justiça a prisão preventiva de Franceline, que foi indiciada por tentativa de latrocínio (roubo seguido de morte). "Eu entendo que quem desfere a quantidade de golpes que foi desferida com caibro na cabeça de uma pessoa assume perfeitamente o risco de matar", declara.

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