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Com a queda de Rossi, faxina nos Transportes chega à Agricultura


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Brasília - Com a queda do ministro de Wagner Rossi, a faxina que vinha sendo feita por ordem da presidente Dilma Rousseff no setor de transportes foi ampliada e chegou à Agricultura. O primeiro a cair foi Ricardo Saud, amigo pessoal de Rossi, que ocupava o cargo de diretor de Programa da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo do ministério.

A demissão de Saud foi publicada ontem no Diário Oficial da União (DOU). Ele é tido como o principal elo entre Wagner Rossi e a empresa Ourofino, que tem contrato com o Ministério da Saúde para a fabricação de vacinas contra a febre aftosa, e que emprestava um jatinho para viagens do ex-ministro e de seus familiares.

Rossi vinha enfrentando uma série de suspeitas em irregularidades, mas o principal motivo para sua saída foi o uso do jatinho, o que pode ter contrariado o Código de Ética dos Servidores Públicos.

Também ontem o Diário Oficial publicou a demissão de Nilton de Britto da Superintendência do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) de Mato Grosso. Britto havia se afastado desde a crise que resultou na saída de Luiz Antonio Pagot da direção do Dnit, no mês passado. Mas sua demissão ocorreu somente agora. No total, a faxina nos transportes atingiu 27 pessoas até agora.

De acordo com informação de bastidores do governo, no rastro de Ricardo Saud há vários outros candidatos a ir embora. Todos eles pertencem à estrutura de amigos montada pelo ex-ministro Wagner Rossi. Na lista constam, por exemplo, Alfredo Moraes, chefe de gabinete do ex-ministro, Alexandre Magno Franco de Aguiar, ex-presidente da Companhia Brasileira de Abastecimento (Conab), Boaventura Teodoro de Lima, diretor de Infraestrutura, Logística e Parcerias Institucionais da Conab, e Nastassja Ferreira Tolentino, nome de confiança do ex-ministro.

Alguns outros diretores ligados a Rossi lutam para ficar. Têm esperança na força de seus padrinhos do PTB, PMDB e PT, partidos que lotearam a Agricultura. Entre eles, Evangevaldo Moreira dos Santos, presidente da Conab, e Francisco Jardim, secretário de Defesa Agropecuária, indicados pelo PTB; Marcelo Melo, diretor de Operações e Abastecimento da Conab, afilhado do ex-governador Iris Rezende (GO), e Sílvio Porto, cujo padrinho é o PT.


Carta branca


Após encontro com a presidente Dilma Rousseff, o novo ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro, disse ontem que recebeu "carta branca" para realizar mudanças. Questionado sobre reportagem que revelou a falsificação de documentos para justificar um contrato de R$ 9,1 milhões, Ribeiro disse que todas as suspeitas serão discutidas na segunda com Jorge Hage (CGU).

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