O usuário da SP-300, de Bauru a Botucatu, conta mais com paradas convencionais, posto de combustíveis e lojas de conveniências. A venda de produtos regionais está restrita a algumas áreas.
Na região de São Manuel e Areiópolis, no quilômetro 275, sentido Botucatu-Bauru, o usuário encontra um local para descanso. Uma loja de confecção em couro, uma lanchonete e uma churrascaria dão as boas vindas ao viajante.
Na lanchonete, o salgado é o produto mais vendido. Sempre acompanhado de um refrigerante ou suco, ele mata a fome daqueles que cruzam a via a passeio ou a trabalho. Em uma área mais ao fundo, há revistas e publicações que podem interessar aqueles que estão de passagem.
Leonardo Ayres Canton, sócio-proprietário da lanchonete, explica que diariamente o fluxo maior de pessoas acontece no período da manhã e final da tarde. "O movimento maior ocorre nos finais de semana e feriados, quando a rodovia apresenta maior trânsito de veículos."
Vizinho a lanchonete fica a churrascaria que oferece uma alimentação mais completa e atende especialmente os viajantes com muita fome e até moradores da região.
Muito próximo, quase em frente, uma empresa de Pratânia montou uma loja para comercializar produtos em couro. São botas, bolsas, casacos, chinelos, malas e uma variedade enorme de mercadorias. Em liquidação de inverno, o estabelecimento proporciona o acesso dos usuários da rodovia.
Segundo o vendedor Paulo Henrique Barbosa, é no inverno que a loja ?bomba?. "Tanto os viajantes como os moradores das cidades vizinhas aparecem para ver e comprar casados e botas. Nesse período eu chego a atender até 40 pessoas por dia."
Tendo o rádio como seu companheiro, Barbosa admite que a atividade lhe proporciona a oportunidade de conhecer pessoas. "Os usuários param, conversam e compram. Aqui para até ônibus de excursão. São pessoas de bem com a vida que querem conhecer. Já conheci até estrangeiros que estão de passagem pela região."
No quilômetro 288 da mesma via, o usuário encontra uma entrada para o engenho Pinga Santa Branca, onde ele pode adquirir uma ?cachaça? regional. São inúmeros tipo de pinga que recebem as mais inusitadas misturas.
Uma doce parada
Na Bauru-Jaú e na Rondon, o conhecido Rancho da Pamonha é uma doce parada se nos pautarmos pela quantidade de produtos doces à venda. São guloseimas de todos os tipos, em vidro, em pacotes e aquelas confeccionadas à base de milho verde, carro chefe do local.
O milho verde no rancho pode ser adquirido in natura, mas é o bolo, curau e as pamonhas que mais atraem os clientes. O doce de leite na palha é outro item ?caipira? bastante requisitado. Para aqueles que gostam de pimenta, uma prateleira inteira acolhe os vidros das diversas variedades.
Pimenta pequi, de bode, dedo de moça, comari são alguns dos tipos que podem ser encontrados. O vinho de garrafão, o vidro de palmito gigante e produtos artesanais como a panceta, salame, copa, lombo canadense também são vendidos.
Artigos como chapéu, panela de ferro e barro e até botina, nada convencionais, podem ser adquiridos no local. Na unidade da Bauru-Jaú tem playground, banheiro e bancos externos sob frondosas árvores, um convite ao descanso.