São Paulo - O Enem 2011 custará, no total, R$ 238,5 milhões, e tem 5,3 milhões de participantes inscritos em todo o país, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), órgão do Ministério da Educação responsável pela prova. O custo por aluno, portanto, será de R$ 45,00.
De acordo com o Inep, o valor é cerca de metade do custo de inscrição na maioria dos vestibulares do Brasil. A taxa de inscrição para o Enem foi de R$ 35,00 neste ano. As inscrições já estão encerradas e a prova ocorre nos dias 22 e 23 de outubro.
O cálculo do custo do exame inclui a contratação de consórcio liderado pelo Cespe, ligado à Universidade de Brasília, para realização da prova, além de gastos com Correios (R$ 4,11 por candidato), gráfica (R$ 6,80 por candidato) e um repasse de R$ 8 milhões para as secretarias de segurança dos Estados e para as Forças Armadas, encarregadas da segurança da prova.
O contrato firmado com o Cespe é de R$ 372 milhões e corresponde à avaliação de 10,2 milhões de estudantes, em duas ou mais edições do Enem nos próximos 12 meses.
De acordo com a presidente do Inep, Malvina Tuttman, o instituto constituiu um grupo para garantir a segurança do exame. Segundo ela, mais de 400 mil pessoas trabalharão no Enem 2011.
Investigação
O Tribunal de Contas da União mandou o Inep suspender o pagamento do contrato para a aplicação do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) deste ano.
A decisão cautelar, dada pelo relator José Jorge, foi motivada pelo "aumento injustificado do valor" em relação a 2010 e a dispensa de licitação.
O Inep tem dez dias úteis para apresentar os motivos do aumento de preço e também, de acordo com o tribunal, "elementos aptos a demonstrar que a contratação destina-se ao ensino, pesquisa ou desenvolvimento institucional da administração pública federal.
O TCU ordenou ainda que sejam suspensas quaisquer providências para os exames seguintes ao do Enem 2011 até que haja o julgamento do mérito da questão.