São Paulo - O ex-jogador de futebol Sócrates, 57 anos, ídolo do Corinthians e da seleção brasileira, continua internado na Unidade de Terapia Intensiva do hospital Albert Einstein, em São Paulo, e seu quadro atual é estável.
De acordo com o novo boletim divulgado ontem, os médicos realizaram ontem um procedimento de descompressão da hipertensão portal, com sucesso, através de radiologia intervencionista.
O ex-jogador sofreu uma hemorragia digestiva alta provocada por uma hipertensão portal - uma pressão excessiva na veia porta, que leva o sangue do intestino para o fígado.
Sócrates foi um dos líderes da chamada "Democracia Corintiana", período da história do Corinthians em que várias decisões eram tomadas após votação. Um dos principais pontos foi a decisão de colocar um fim às concentrações. Os jogadores treinavam e depois voltavam para suas casas. Só se reuniam no dia dos jogos.
Revelado pelo Botafogo-SP, Sócrates foi contratado pelo Corinthians em 1978, quando tinha 24 anos. Deixou o clube em 1984, negociado com a Fiorentina, da Itália. De acordo com o "Almanaque do Corinthians", ele disputou 297 jogos e marcou 172 gols. Foi campeão paulista em 1979, 1982 e 1983.
Sócrates jogou também pelo Flamengo e pelo Santos nos anos 1980. Em 1989, com 35 anos, encerrou a carreira jogando pelo Botafogo-SP.
Pela seleção brasileira, participou das Copas de 1982 e 1986. Na primeira o time brasileiro foi eliminado na segunda fase após derrota para a Itália por 3 a 2. Sob o comando de Telê Santana, Sócrates jogou ao lado de Zico, Falcão, Júnior, Serginho, Waldir Peres, entre outros. Em 1986, o time foi eliminado pela França nas quartas de final, após empate por 1 a 1 e derrota nos pênaltis - Sócrates perdeu uma cobrança.
Hoje o Corinthians programou uma homenagem aos jogadores da "Democracia Corintiana". Sócrates foi convidado, mas decidiu não participar do evento. Anteriormente, ele já havia mostrado insatisfação com o atual presidente corintiano, Andres Sanchez.