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?Deputadômetro? gera reclamação de políticos e é tirado da Internet

Folhapress
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Florianópolis - Não durou um dia no ar o chamado "Deputadômetro", um ranking online com os nomes deputados estaduais catarinenses elaborado de acordo com a atuação na Assembleia Legislativa local. O sistema gerou críticas dos deputados, que o acusaram de ser "injusto" e "mal elaborado".

O projeto foi elaborado pela Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc). De acordo com a entidade, o sistema funciona acompanhando a atuação dos 40 deputados da Casa.

No Deputadômetro, eles recebem pontos de acordo com a presença em comissões, o número de projetos apresentados e o cumprimento de promessas de campanha, por exemplo. Já outros fatores, como troca de partido, geram um "desconto" na pontuação geral.

Após a atualização dos pontos, é gerado um ranking com os deputados "mais atuantes". Todas as informações utilizadas são públicas, afirma a associação.

Assim que foi ao ar, durante uma solenidade de lançamento na própria Assembleia, o ranking começou a ser criticado no plenário pelos deputados. O deputado Manoel Mota (PMDB) disse que a Facisc deveria fazer o mesmo com os empresários, para ranquear os sonegadores.

"Não podemos admitir que façam "Wikileaks? com a Assembleia", disse, se referindo ao site que vazou dados do governo americano.

Já o deputado Maurício Eskudlark (PSDB) disse que "ninguém tem o direito de fazer as vezes de uma corregedoria na Assembleia". Mesmo o primeiro colocado no ranking, o deputado Sargento Soares (PDT), disse que toda pesquisa tem um resultado condicionado pela metodologia escolhida.

Segundo o presidente da Facisc, Alaor Tissot, o ranking foi retirado por alguns dias para avaliar alguns questionamentos dos deputados. "Nosso objetivo é ajudar os parlamentares e não criticá-los sem motivo", declarou, em nota.

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