Tribuna do Leitor

DEPOIMENTO DE UM APOSENTADO DOS CORREIOS


| Tempo de leitura: 2 min


Na década de 80, eu trabalhava na área filatélica da ECT e fui designado fazer um estudo sobre o epicentro da seca do Nordeste. Viajei para a Paraíba. Chegando em João Pessoa, tomei um ônibus, desci em Soledade e segui para Picuí, passando por Nova Palmeira. Completando a tarefa em Picuí, regressei a João Pessoa, onde permaneci por dois dias. Lá eu pude conhecer a beleza do litoral nordestino e fiquei encantado. Em 1990 me aposentei na função de chefe da Agência Filatélica de Bauru após 43 anos de serviço público distribuídos entre Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, magistério primário e secundário e Correios e Telégrafos, onde ocupei vários cargos. Ao me aposentar, logo fui acometido por uma forte depressão, causada talvez pela lacuna de minhas intensas atividades dentro da ECT.

Decorridos dois anos da aposentadoria, ao participar de um curso de neurolinguística, vim a saber através do padre Augusti que eu deveria planejar a maneira de me livrar daquela depressão aplicando a mudança dentro dos padrões ensinados por essa ciência. "É preciso mudar, saber como mudar e se dar a chance de mudar." Querer um resultado diferente significa mudar o que você está fazendo e se dar a chance de mudar. "As âncoras são usadas para criar novas situações quando nos sentimos desconfortáveis numa fase diferente de vida." Quando se lança ao mar uma âncora, o navio para de navegar! Baseado no conselho do padre Augusti, resolvi viajar para Porto Seguro, Fortaleza, Natal, João Pessoa, Recife, Maceió, Aracaju, Salvador, Ilhéus, Rio de Janeiro, Santos, Florianópolis, Serras Gaúchas e Pousada do Rio Quente (Goiás), onde por 19 vezes visitei aquele paraíso brasileiro. Hoje, aos 80 anos de idade e continuando no ensinamento da neurolinguística, frequento com assiduidade a barraca Tôa Tôa, em Porto Seguro, sendo um feliz aposentado dos Correios.

Dorival Nogueira

Comentários

Comentários