Internacional

Rebeldes avançam e consideram iminente a queda de Gaddafi

Folhapress
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Trípoli - Conforme rebeldes avançavam na Líbia, tomando cidades estratégicas como Zawiyah e Gharyan, intensificaram-se anteontem relatos de que o ditador Muammar Gaddafi está próximo de deixar o país. O governo líbio nega.

Insurgentes dizem que a Capital, Trípoli, fortaleza do ditador, deve ser tomada em até uma semana. Gaddafi teria pedido refúgio a Egito, Marrocos, Tunísia e Argélia.


As informações, porém, são negadas não só pelo governo líbio, mas também por fontes ligadas aos EUA e à Otan (aliança militar ocidental) - que anunciou anteontem ter feito 26 ataques às forças leais a Gaddafi, incluindo 14 alvos em Trípoli.

Com os avanços da insurgência, a maior parte das estradas que levam à capital está bloqueada. Moradores relatam onda de crimes e acúmulo de lixo não coletado.

Preocupados com a escalada da violência, residentes tentam fugir da cidade, rumo às montanhas ao sul. Os rebeldes celebram a deserção de Abdel Salam Jalloud, ex-figura-chave do governo.

Fontes americanas alertam para o desconhecimento da situação real do país e temem que, acuado, Gaddafi intensifique a repressão. Um funcionário ligado ao Ministério das Relações Exteriores da Líbia afirmou ao "New York Times" que, ainda que as forças de segurança fiquem sem combustível, a luta seguirá. "Montaremos camelos", disse, em anonimato.

Depois dos avanços recentes, os insurgentes controlam a fronteira leste com o Egito, a região costeira central e as montanhas ao oeste.

Gaddafi, por sua vez, mantém a cidade de Sirte, que impede os avanços rumo a Trípoli vindos do leste, e Sabha, que permite rotas com outros países africanos ao sul.

Diversos governos africanos são gratos a Gaddafi por seu apoio financeiro. Caso decida deixar a Líbia, é provável que ache refúgio facilmente, avaliam analistas.

Autoridades americanas se preocupam com o cenário líbio caso o ditador seja realmente derrubado. Anteontem, porta-voz do Departamento de Estado afirmou estar discutindo com rebeldes como será a era pós-Gaddafi.

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