Internacional

Ditador sírio descarta renúncia


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Damasco - O ditador sírio Bashar Assad rejeitou as pressões internacionais para que deixe o poder e disse que os pedidos ocidentais "não têm valor", em entrevista ontem à TV estatal do país.

Na última quinta-feira, o presidente dos EUA, Barack Obama, exigiu a renúncia de Assad. O americano foi acompanhado por um comunicado conjunto de França, Alemanha e Reino Unido. A ex-aliada Turquia também declarou, anteontem, que a situação na Síria é insustentável.

Na entrevista, Bashar Assad alertou contra intervenções militares estrangeiras, afirmando que haverá "consequências" para qualquer país que interferir nos assuntos internos da Síria. Ele disse ainda que suas forças de segurança estão obtendo ganhos e que seu regime não corre riscos.

O ditador repetiu os planos de introduzir reformas no país e afirmou que são necessários pelo menos seis meses para colocá-las em prática.

Dentre as reformas, ele citou uma eleição parlamentar em fevereiro de 2012, que permitirá a participação de outros partidos, e não apenas o Baath, do qual faz parte.

Assad disse que a situação na Síria pode parecer perigosa, mas que eles são capazes de lidar com isso.

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