Trípoli - Rebeldes líbios chegaram a Trípoli, sendo recebidos com celebrações em algumas regiões do oeste da cidade. Os insurgentes estavam a apenas 8 quilômetros do centro da Capital líbia na noite de ontem. Durante o avanço, os rebeldes assumiram o controle de um quartel pertencente à brigada de Khamis, uma unidade de segurança de elite, comandada por um dos filhos do ditador líbio, Muammar Gaddafi, Khamis.
Na Capital, os rebeldes se confrontam com forças leais a Gaddafi, segundo a rede de TV Al Jazeera, que informa que regiões dos arredores da Capital já "foram libertados". Paralelamente, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) bombardeou o aeroporto de Maitika, ainda de acordo com a Al Jazeera.
Os confrontos de anteontem à noite e ontem de manhã mataram 376 pessoas em ambos os lados e feriram cerca de 1.000, de acordo com uma autoridade do governo que pediu anonimato.
O tiroteio começou na noite de anteontem em Trípoli, em uma revolta coordenada que as células rebeldes vinham preparando secretamente há meses. Momentos depois, clérigos muçulmanos, usando os alto-falantes das mesquitas chamaram o povo para as ruas.
Os combates dentro de Trípoli, combinados com os avanços dos rebeldes em direção à periferia da cidade, parecem sinalizar que essa é a fase decisiva de um conflito que já dura seis meses e se transformou no mais sangrento da "Primavera Árabe", envolvendo a Otan.
Mas a queda de Gaddafi, depois de 41 anos no poder, não é dada como certa. Suas forças de segurança não cederam e a cidade é bem maior do que qualquer coisa que os combatentes anti-Gaddafi, em sua maioria amadores, com suas armas velhas e uniformes improvisados, tiveram que enfrentar.
Se o líder líbio for forçado a sair do poder, haverá dúvidas quanto à capacidade da oposição de restabelecer a estabilidade nesse país exportador de petróleo. O comando das forças rebeldes tem sido abalado por disputas e rivalidades.