A primeira das nove aeronaves da falida Vasp, que ocupam um hangar de 170 mil metros quadrados no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, começou a ser desmontada na tarde de hoje. As partes dos sete aviões Boeing 737-200 e dois Airbus A-300 serão vendidas como sucata em leilões, liberando o espaço do aeroporto. A previsão para o desmonte total das aeronaves é entre 20 dias e 60 dias.
“Esses aviões [fora de uso] atrapalham a circulação e a operação de hangares como este, que têm sua capacidade de operação limitada. Certamente, será um grande ganho de capacidade e de áreas operacionais”, disse o ministro da Secretaria de Aviação Civil, Wagner Bittencourt, que participou do evento que deu início ao desmonte dos aviões, conforme prevê o programa Espaço Livre, coordenado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
De acordo com a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), há 117 aviões fora de uso estacionados em aeroportos de todo o país, e que também serão desmontados e as peças leiloadas. Depois de Congonhas, os próximos aeroportos onde ocorrerão desmontes de aviões são: o Galeão, no Rio de Janeiro, e o Juscelino Kubitschek, em Brasília.
A Vasp teve a falência decretada em 2008, mas os aviões estavam parados há pelo menos três anos. O dinheiro obtido com o leilão vai ser destinado à massa falida da Vasp, ou seja, aos credores da companhia.