Tribuna do Leitor

O ?ENTRA E SAI? DA CORRUPÇÃO


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A varredura de ministros corruptos continua acidulante. Depois das demissões em massa por negociatas e esquemas de favorecimento ilícito no Ministério dos Transportes, a faxina migrou para o departamento da agricultura e, como era de se esperar, novas fraudes foram apontadas.

O fato é que não adianta apenas demitir de-pravadores, é preciso que os mesmos prestem esclarecimentos à população. Por falta de punição e de justiça, executivos se acham acima do próprio Estado e banalizam a roubalheira do país. Atraídos pela cobiça, ministros e megaempresários esquivam-se das leis e, principalmente, da ética social.

A movimentação de políticos para ocupação dos cargos nos ministérios ilustra o desvio da conduta humana e do dinheiro público que, por sua vez, é destinado para o ?bolso? da imoralidade. Seria temerário dizer que práticas como estas se julgam idiossincráticas, quando se trata de um país onde o limiar entre o certo e o errado é cada vez mais tênue.

Um sem números de subornos são apontados diariamente no poder. Sustar com as parafernálias desses ministros seria uma tarefa difícil e desgastante, uma vez que a consciência ética não reside apenas na cadeira a qual o soberano ocupa, mas em todos os cargos por ele habitados.

Fato é que está na hora de colocar-se em prática o que está apenas no papel. A lei é clara quando diz que ?todos nós somos iguais?. Logo, político quer queira quer não também tem que ser punido por suas ações. Roubar é crime e está na lei; e se está na lei é para todos: de um simples gari a um ilustríssimo ministro.

Jorge Rufino da Silva Júnior - graduando de relações públicas pela USC

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